terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

F1: Diretor da Pirelli não crê em vitória da Ferrari em 2015

No entanto, Paul Hembery disse que a equipe deve evoluir


De São Paulo.
Por Agência ANSA.

03/02/2015 - Vindo de uma temporada ruim na Fórmula 1, a Ferrari se reformulou no final do ano passado para tentar voltar aos tempos de glória em 2015. No entanto, mesmo com o tetracampeão Sebastian Vettel, um novo estafe técnico e até mesmo um novo presidente, a equipe italiana deve ter trabalho para voltar a terminar uma prova na primeira posição.

Pelo menos é o que pensa o diretor de esportes a motor da Pirelli, Paul Hembery. Em entrevista concedida nesta terça-feira (3) em São Paulo, o executivo disse que será difícil para a escuderia de Maranello vencer corridas neste ano, até pelo atual estágio de desenvolvimento da Mercedes, campeã em 2014.

Contudo, ele ressaltou que o time deve evoluir nesta temporada e, quem sabe, chegar mais perto das melhores equipes. "Vai ser difícil pegar a Mercedes, mas talvez a Ferrari se aproxime. É muito cedo para dizer. Eles vão estar mais envolvidos, se não vencerem corridas, os veremos mais no pódio do que no ano passado", declarou Hembery.

A Ferrari não ganha uma prova na F1 desde 12 de maio de 2013, no Grande Prêmio da Espanha, com Fernando Alonso, agora na McLaren. Já o último pódio foi no GP da Hungria, também com o asturiano, em 27 de julho de 2014.

O diretor ainda afirmou que todos esperam ver a escuderia se recuperar, uma vez que é a única da Fórmula 1 com "fãs genuínos" globalmente. "Eles torcem para o time, e não para os pilotos, e isso é único", acrescentou.

Evolução

Hembery também disse que os carros da categoria vão mudar "dramaticamente" em 2015. Segundo ele, os novos monopostos devem ficar mais velozes, graças ao desenvolvimento das unidades de força (motores) V6, que estrearam em 2014. "Nos testes em Jerez, nós vimos tempos de volta até três segundos mais rápidos do que no ano passado, o que é uma melhora bastante significativa na performance", salientou o executivo. Para o diretor, nos circuitos de Malásia e China, segunda e terceira etapas do calendário, essa diferença deve subir para quatro segundos.

No Grande Prêmio da Austrália, prova de abertura do campeonato, as condições climáticas e da pista criam condições atípicas, que dificultam a avaliação do desempenho dos carros. (ANSA)

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