quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Coluna: A ausência dos lados em um time descerebrado

De Belo Horizonte.
Por Matheus de Oliveira.


26/02/2015 - O Atlético-MG está sem cérebro desde a saída de Diego Tardelli. As jogadas pelos lados poderiam substituí-lo, especialmente se preparadas para que Lucas Pratto as finalizasse com a precisão que lhe é característica. Mas sem o argentino e os jogadores titulares de flanco, o Galo tem passado apuros.
Bruno Cantini/Divulgação
Diante do Atlas-MEX, nessa quarta-feira (25), é importante dizer que André surpreendentemente cumpriu bem o papel de substituir Pratto. Esforçou-se e, quando tinha a bola, fazia o correto com ela. O que o time de Levir sentiu foi o fraco desempenho dos outros substitutos em uma equipe desfalcada na esquerda e na direita. Sentiu também o estranho cansaço de Luan antes dos 15 minutos do segundo tempo.

A dobradinha Patrick-Luan pela direita parou na marcação do fechadíssimo Atlas. Mais por falta de um Marcos Rocha que, quando a coisa aperta, também sabe jogar por dentro.

Na esquerda, Lucas Cândido está isento de qualquer culpa. Estava improvisado e voltara aos gramados após mais de um ano. Ali, Maicosuel é quem deveria auxiliá-lo, como fazia Carlos, sacado do time, ao que parece, para um puxão de orelha. Maicosuel não existiu como meia e nem como secretário de lateral.

Dátolo está perdido como 10. Ali não é mesmo a dele. A criatividade de Guilherme faz falta, mas ela também faz falta frequentemente quando ele está em campo. Sem as jogadas pelos lados e alguém para armar, o Atlético-MG agia sem pensar. A consequência disso é que as chances surgidas para os mandantes no Independência se deveram aos erros dos mexicanos.

0 comentários :

Postar um comentário