sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Punição a brasileiros faz CBV abrir mão de sediar fase final da Liga Mundial de Vôlei

Em nota à imprensa, entidade máxima do vôlei brasileiro considera como "retaliação" a punição a Bernardinho e atletas 


De Belo Horizonte.
Por João Vitor Cirilo.

12/12/2014 - Se dentro das quadras as coisas parecem caminhar dentro das possibilidades, os bastidores do vôlei brasileiro não vão muito bem. Nesta sexta-feira (12), a Confederação Brasileira de Voleibol anunciou, por meio de nota divulgada à imprensa, que abre mão de sediar a fase final da próxima Liga Mundial de Vôlei, prevista para julho de 2015 no Brasil. A decisão é tomada em "solidariedade" aos brasileiros punidos por "má conduta" durante a última competição, realizada na Polônia. De acordo com a FIVB, a punição se deve ao não comparecimento dos brasileiros à entrevista coletiva após à derrota para os anfitriões na terceira fase da Liga e outros incidentes ao longo do campeonato.

O técnico Bernardinho foi punido com 10 jogos de suspensão e pagamento de dois mil dólares. O líbero Mário Júnior levou seis jogos, enquanto o ponteiro Murilo tomou uma partida de suspensão e o levantador e capitão do time, Bruno, recebeu multa de mil dólares.

Bernardinho e Bruno são dois dos punidos.
(Foto: FIVB/Divulgação)

A semana turbulenta inclui a divulgação de um relatório da Controladoria Geral da União que confirma fraudes e irregularidades no uso de dinheiro público nas contas da CBV. A entidade máxima do voleibol brasileiro afirma que entende a punição desta sexta como uma "clara retaliação ao posicionamento da CBV frente aos indícios de irregularidades apresentados pela CGU" e ressalta que tomou a decisão "para resgatar o respeito que o Brasil tem e merece no cenário esportivo internacional". 

A FIVB é hoje presidida por Ary Graça, que comandava a CBV durante o período das irregularidades. A denúncia custou à CBV a suspensão do contrato com o Banco do Brasil, que patrocina a entidade há 23 anos.

Leia a nota completa, divulgada no site oficial da CBV:


Em meio às notícias que envolvem o voleibol brasileiro, posteriores ao relatório da Controladoria Geral da União e, principalmente, depois do posicionamento da CBV em acionar judicialmente os responsáveis pelos contratos e pagamentos suspeitos na gestão do ex-presidente Ary Graça, a modalidade mais vitoriosa do esporte do nosso país foi mais uma vez surpreendida com um duro golpe.

Nesta sexta-feira (12.12), a CBV recebeu a decisão da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), presidida por Ary Graça, sobre fatos ocorridos no Mundial Masculino, na Polônia, em setembro. O técnico Bernardo Rezende foi punido com 10 jogos de suspensão e multa de 2 mil dólares. O líbero Mário Junior recebeu seis jogos como punição, Murilo Endres está suspenso por um jogo e o capitão da seleção brasileira, Bruno Rezende, foi multado em 1.000 dólares.

A CBV repudia a atitude da FIVB um dia depois do seu presidente Ary Graça virar alvo novamente das manchetes dos principais veículos de comunicação do Brasil, numa clara demonstração de retaliação ao posicionamento da CBV frente aos indícios de irregularidades apresentados pela CGU.

A CBV está prestando suporte jurídico aos ídolos brasileiros e vai apresentar recurso em instância superior. Mais do que isso, em solidariedade aos nossos jogadores, ao nosso técnico multicampeão e em respeito ao torcedor brasileiro, a CBV, por decisão do presidente Walter Pitombo Larangeiras, comunica que NÃO REALIZARÁ EM SOLO BRASILEIRO a fase final da Liga Mundial, prevista para acontecer no Brasil em julho de 2015.

Entendemos que o torcedor brasileiro ficará frustrado por não ter a oportunidade de ver aqui as melhores equipes do voleibol mundial, mas a CBV não compactua com as práticas desenvolvidas pela FIVB e toma essa atitude para resgatar o respeito que o Brasil tem e merece no cenário esportivo internacional.

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