quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Terror tricolor

São Paulo e Fluminense têm atuações desastrosas e caem dentro de casa na Copa do Brasil.

De Aracaju.
Por Henrique Ferrera.

14/08/2014 - O relógio marcava 22h quando entraram São Paulo e Bragantino no gramado do Morumbi, e Fluminense e América de Natal no Maracanã. Os dois confrontos eram válidos pela volta da terceira fase da Copa do Brasil, e os dois tricolores vinham de vitórias fora de casa e tinham a vaga na mão. Tinham, pois a zebra passeou nos dois gramados e os tricolores paulista e carioca sofreram com a eliminação.

Muricy não conseguiu classificar o São Paulo na Copa do Brasil.
(Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net)

Os primeiros-tempos

Os dois times tinham larga vantagem após terem vencido fora de casa seus jogos de ida - 1x0 para o São Paulo, 3x0 para o Fluminense. Por isso, as duas equipes não tiveram pressa e mantiveram a bola em seus domínios, tentando ao máximo desacelerar o jogo. O São Paulo conseguiu aproveitar o início e já abrir o placar, aos sete minutos, usando a cabeça e contando com a falha do goleiro Renan. Poderia ter sido mais, se Ganso não tivesse se enrolando na área dois minutos depois e desperdiçado excelente chance.

Aos 14, Ganso novamente atrapalhou uma jogada, ao tentar bicicleta e não permitir a cabeçada de Alexandre Pato, em melhor posição. Se o São Paulo massacrava, no Maracanã o jogo era morno. Pelo menos até os 16 minutos, quando o lateral Marcelinho aproveitou uma chance na entrada da área e abriu o placar para o Mecão. Os gols sofridos despertaram as equipes em desvantagem, e Fluminense e Bragantino foram para o ataque.

O Bragantino foi o primeiro a acordar. Cesinha empatou no Morumbi, após bela jogada do Bragantino pela lateral esquerda; que ainda chegou perto da virada logo depois, quando Bruno Recife viu Rogério Ceni adiantado e quase pegou o goleiro desprevenido. Enquanto isso no Maracanã, uma jogada pela lateral direita culminou em uma cabeçada de Cícero, mas que parou em Fernando Henrique.

O Fluminense crescia no jogo, principalmente usando as laterais, e desta vez pela esquerda, Cícero aproveitou cruzamento de Carlinhos, mas jogou para fora. Cícero ainda teve outra chance de cabeça, em novo cruzamento de Carlinhos, mas novamente perdeu. Até que, logo depois, Fred recebeu na área após falha do zagueiro Cléber e guardou o primeiro dele pós-Copa.

A pressão era gigante no Maracanã e as chances continuavam a ser criadas pelo Fluminense: Chiquinho roubou e serviu Fred, que jogou por cima do travessão. Aos 36, foi Fred quem serviu Chiquinho, mas este parou em Fernando Henrique. Só que no rebote, Cícero virou o jogo. E o Bragantino só não virou antes do intervalo, porque Paulo Miranda salvou a bola de Gustavo Carbonieri em cima da linha.

Os segundos-tempos

América e Bragantino voltaram para o campo com muita vontade, acreditando em uma possível classificação. Max, que já tinha arriscado uma bola um minuto antes, recebeu um belo passe e tocou com categoria na saída de Diego Cavalieri aos quatro minutos, empatando o placar para o América. No Morumbi, Nunes desviou uma bola de Geandro que quase matou Rogério Ceni.

O Bragantino continuava a pressionar e Rogério Ceni não passava confiança. Aos 6, em um cruzamento do Bragantino, o veterano goleiro quase fez contra. No Maracanã, a pressão era do Mecão: Max teve a chance da virada, mas não conseguiu desviar o escanteio na direção do gol; além da defesa de Diego Cavalieri em chute de Rodrigo Pimpão.

O São Paulo conseguiu uma chance esporádica com Ademílson, que Renan defendeu em dois tempos, mas aos 19, Sandro bateu escanteio fechado, a bola desviou em Souza e Rogério Ceni aceitou. Era a virada do Bragantino. Um minuto depois, Sandro assustaria de novo, com um escanteio que acertou o travessão de Rogério Ceni.

Uma nova dupla de ataque se formava no Maracanã: Rodrigo Pimpão e Alfredo. Vindos do banco, a dupla deu o primeiro susto aos 25, quando o primeiro cruzou e o segundo cabeceou rente à trave de Cavalieri. E quis o destino que aos 30 minutos, as torcidas de Bragantino e América comemorassem juntas. Marcelinho lançou, Diego Cavalieri saiu mal e Alfredo virou o jogo para o América; e em mais um escanteio de Sandro, Rogério Ceni socou nos pés de Guilherme Mattis, que soltou o pé e fez 3 a 1.

O Bragantino já tinha o resultado que precisava, porém o América precisava de dois gols, e a pressão aumentou. Em mais uma bola para o incansável Alfredo, Diego Cavalieri saiu e foi encoberto, mas Elivélton salvou o gol. Márcio Passos foi outro que deu calafrios na torcida tricolor, ao cabecear bem ao lado da trave. Porém, aos 37, não teve jeito: Márcio Passos subiu e acertou a trave; Alfredo, bem posicionado, empurrou para o gol. 4 a 2.

A apatia do São Paulo era evidente no Morumbi, e era questão de tempo para o Bragantino sacramentar a surpresa. Lincom quase confirmou a zebra, após linda jogada individual que parou na boa defesa de Rogério Ceni. Faltava ainda a zebra no Maracanã, e ela veio com muito drama. Rodrigo Pimpão perdeu chance incrível ao furar a bola aos 41, mas aos 45, em jogada de Alfredo e Rodrigo Pimpão, o último roubou a bola e sacramentou: 5 a 2 e classificação histórica para o Mecão.

***

Copa do Brasil - 3ª fase (jogos de volta)
Quarta-feira, 13/8:
Fluminense 2x5 América-RN (agregado: 5x5 - América avança pelos gols fora de casa)
São Paulo 1x3 Bragantino (agregado: 3x4)
Paysandu 2x1 Coritiba (agregado: 2x3)

Quinta-feira, 14/8, às 19h30: 
Santa Cruz x Santa Rita (na ida: 2x3)
Santos x Londrina (na ida: 1x2)

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