terça-feira, 8 de julho de 2014

Melancólico

Brasil é humilhado pela Alemanha na pior derrota da história e decepciona na busca pelo hexa em casa

De São Paulo.
Por Eduardo do Carmo.


08/07/2014 - A seleção alemã, desde a última Copa, chama a atenção pela técnica e obediência tática apresentada. A visão de um futebol de muita força física já faz parte do passado. A manutenção da posse de bola, equilíbrio entre os setores e rápidas trocas de passe no setor ofensivo são as marcas da atual Alemanha. As mudanças foram tantas que até a função de centroavante, posição marcante nas antigas equipes alemãs, foi por algumas vezes descartada e trocada por um falso 9, termo atual que caracteriza um jogador de outro setor à frente na escalação. Apesar de todos esses pontos positivos, ninguém imaginava que o Brasil, em pleno Mineirão, na tarde desta terça-feira, perderia para os germânicos por 7 a 1, em partida válida pelas semifinais da Copa do Mundo. Mas foi exatamente isso que aconteceu. O sonho do hexa 64 anos após o Maracanazo em solo caseiro chegou ao fim. Após novo vexame, o "Mineirazo", resta à seleção brasileira a disputa pelo terceiro lugar.


Foto: Getty Images

Um jogo que não será esquecido tão cedo pelos brasileiros. Se até hoje a Copa de 50 era assunto marcante quando se falava em derrotas de mandantes em Mundiais, o roteiro pode ter alteração a partir desse novo episódio traumático. O técnico Felipão, campeão em 2002 contra a própria Alemanha, não obteve o mesmo sucesso. Os tempos são outros, não há possibilidade de comparação. O Brasil colecionou duas eliminações impactantes nas últimas duas Copas. Já a Alemanha teve boas campanhas e vem de três semifinais consecutivas.

Além da classificação para a decisão, que será disputada no próximo domingo, às 16h (horário de Brasília), no Maracanã, a Alemanha teve outra alegria. O atacante Miroslav Klose marcou um dos gols, chegou aos 16 em Copas e se tornou o maior artilheiro da história da principal competição do mundo. Schürrle (2), Kroos (2), Khedira e Müller foram os autores dos outros gols do triunfo. Oscar fez o de honra do Brasil.

Nesta quarta-feira, Holanda e Argentina, na Arena Corinthians, em São Paulo, buscam a outra vaga na final. A partida terá início às 17h. O perdedor encara o Brasil na disputa pelo terceiro lugar, no Mané Garrincha, em Brasília, sábado, no mesmo horário.

O jogo


O Brasil teve a posse de bola durante os três primeiros minutos. O lateral Marcelo deu o primeiro chute a gol, mas não assustou Neuer. A partir daí, a Alemanha dominou e massacrou. Aos 10 minutos, Kroos bateu escanteio e Müller apareceu livre na área para abrir o placar. A seleção brasileira encontrava muita dificuldade para avançar e os alemães esperaram o momento certo para ampliar.

E foi um bombardeio. Aos 22, Kroos passou para Klose, que tentou por duas vezes e empurrou para as redes. Dois minutos mais tarde, o próprio Kroos, que havia dado o passe, deixou a sua marca. A goleada começou a se desenhar aos 23, quando Kroos fez 4 a 0. Aos 28, Khedira tabelou com Özil e fez o quinto.

Não houve reação e o primeiro tempo acabou com a vaga praticamente definida. Ninguém entendia o que estava acontecendo. No início da etapa final, o Brasil foi para o ataque, mas parou em Neuer. O atacante Schürrle entrou no lugar de Klose. Aos 23, o substituto recebeu passe de Lahm e mandou para o fundo da rede. Schürrle ainda fez um golaço em chute forte de canhota e fez o sétimo. Aos 45, Oscar driblou Boateng e furão o paredão Neuer no último lance do duelo.



Ficha do jogo: 

Brasil 1x7 Alemanha

BRASIL:
Júlio César; Maicon, David Luiz, Dante e Marcelo; Luiz Gustavo, Fernandinho (Paulinho), Hulk (Ramires), Oscar e Bernard; Fred (Willian). 
Técnico: Luiz Felipe Scolari

ALEMANHA:
Neuer; Lahm, Boateng, Hummels (Mertesacker) e Höwedes; Khedira (Draxler), Schweinsteiger, Kroos, Özil e Müller; Klose (Schürrle).
Técnico: Joachim Löw

Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Público: 58.141
Data: 08/07/2014
Horário: 17h (de Brasília)

Árbitro: Marco Antonio Rodríguez (MEX)
Auxiliares: Marvin Torrentera Rivera e Marcos Quintero Huitrón (ambos do México)

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