domingo, 27 de julho de 2014

Festa local

Em mais uma definição no fim, Venezuela vence Brasil, avança à final do Sul-Americano de basquete e faz a festa da torcida

De Belo Horizonte.
Por João Vitor Cirilo.

27/07/2014 - Assim como no último jogo da primeira fase, contra a Argentina, o Brasil teve mais um duelo decidido nos últimos instantes e se deu mal na noite deste domingo, pela semifinal do Sul-Americano masculino de basquete. Contra os donos da casa, a Venezuela, o time comandado por José Neto viveu altos e baixos, e pagou por isso no fim. A seleção venezuelana virou na reta final e venceu por 66 a 65, garantindo a vaga na decisão e também no Pan-Americano de Toronto, em 2015. O Brasil, que joga a competição com o time B, teve a chance da vitória, mas Raulzinho desperdiçou a última jogada ao ser desarmado.

Cestinha do jogo, Raulzinho desperdiçou o último lance.
(Foto: Samuel Vélez/FIBA)

Na preliminar, a Argentina bateu o Uruguai por 79 a 68 e garantiu a vaga na decisão. O destaque foi o armador Nicolás Laprovittola, do Flamengo, com 15 pontos e seis assistências pelos hermanos. Amanhã, argentinos e venezuelanos disputam a final na Ilha de Margarita, às 21h30 (de Brasília). Antes, às 19h, Brasil e Uruguai decidem o terceiro lugar. Quem vencer, garante vaga no Pan. Os quatro semifinalistas já têm seu lugar no Pré-Olímpico das Américas, também disputado no ano que vem.

No duelo entre Venezuela e Brasil, destaque para 15 pontos de Guillent, dez deles em sequência no fim do terceiro quarto. Com a mesma pontuação, Raulzinho foi o cestinha do Brasil. Entre os reservas, o pivô Cristiano Felício se destacou, com 12 pontos e nove rebotes.

Quando a bola subiu...


Os primeiros pontos foram venezuelanos, mas logo o Brasil virou e abriu três pontos. Com a Venezuela arremessando mal, a seleção brasileira tentava sair nos contra-ataques, mas não chutava bem. Já os donos da casa, embalados pela torcida, não pensavam muito para trabalhar as jogadas, definindo com rapidez. Faltava tranquilidade também ao Brasil. Na última bola do período, o armador Guillent arremessou da entrada do garrafão e decretou a vitória da Venezuela por 16 a 15.

Guillent seguiu pegando fogo no segundo período e comandava a equipe venezuelana, que chegou a abrir seis pontos de vantagem (25 a 19). Melhorando a defesa, o Brasil reduziu a desvantagem para dois pontos (25 a 23), na metade do período, vantagem que permaneceu a mesma ao intervalo: 28 a 26.

A Venezuela voltou abrindo quatro pontos, mas o Brasil conseguiu seis pontos seguidos e virou para 36 a 34. A seleção estava ligada na metade do terceiro quarto. Pegando os rebotes e não dando chances para a Venezuela ficar com a segunda bola, o time dominou. Rafael Mineiro, de dois, e Jefferson, de três pontos, fizeram a equipe verde e amarela abrir 41 a 34. Após tempo de Nestor Garcia, os venezuelanos voltaram a pontuar e Guillent fez dez pontos em sequência no fim. O Brasil se desconcentrou na reta final, vacilou demais e deixou uma folga de oito pontos virar de apenas dois, mas Jefferson meteu de três no estouro do relógio: 55 a 50.

No quarto período, a Venezuela embalou e o Brasil se perdeu. O time da casa engrenou e cortou a desvantagem para apenas um ponto (59 a 58), com quatro minutos para o fim. Faltava tranquilidade ao Brasil no trabalho ofensivo e mais consistência defensiva. Como tudo já dava certo, Cubillan mandou de três com dois minutos restando, empatou a partida em 63 pontos e o ginásio veio abaixo. Na jogada seguinte, a inevitável virada venezuelana. Felício perdeu dois lances livres, mas Gegê conseguiu a infiltração no contragolpe, empatando em 65 a 65, com 40 segundos restando. Guillent converteu um lance livre e deu mínima vantagem à Venezuela. Com cinco segundos, Raulzinho teve a bola para tentar a infiltração, mas errou, foi desarmado e a festa foi caseira. 66 a 65.

Regulamento

O Sul-Americano Masculino de Basquete contou com oito equipes divididas em dois grupos com quatro time em cada. Classificaram-se para as semifinais os dois melhores de cada chave (Argentina, Brasil, Venezuela e Uruguai) que, automaticamente, estam garantidos no Pré-Olímpico das Américas do ano que vem. Já os três melhores times da competição garantem vaga no Pan-Americano de Toronto, em 2015.

Time principal

A seleção brasileira joga este Sul-Americano com um segundo time, comandada pelo auxiliar José Neto, já que a equipe principal se prepara para o Mundial da Espanha, disputado a partir do dia 30 de agosto. O Brasil faz uma série de amistosos durante este e o próximo mês, e o Boleiros da Arquibancada irá acompanhar. Nesta semana, o calendário inclui o Super Desafio de Basquete, com duelos contra Angola e Argentina no Maracanãzinho, entre 31 de julho e 2 de agosto.

Depois, o Brasil joga em Buenos Aires, contra Argentina e México, entre os dias 9 e 11 de agosto. A sequência também tem um amistoso contra os Estados Unidos, assim como na preparação para última Olimpíada, dessa vez em Chicago, no dia 16. O Brasil viaja para a Europa logo depois, para jogar contra Lituânia e Irã, de 21 a 23 de agosto.

Clique e confira a ficha do jogo completa.

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