sábado, 5 de julho de 2014

Dedo do professor

Van Gaal coloca Krul no fim da prorrogação e goleiro pega dois pênaltis para classificar a Holanda e tirar a surpreendente Costa Rica

De Belo Horizonte.
Por João Vitor Cirilo.

05/07/2014 - Quem não gosta de futebol, bom sujeito não é. A partida da noite deste sábado em Salvador, entre Holanda e Costa Rica, foi uma mostra do que esse esporte é capaz. A surpreendente seleção costarriquenha foi valente e segurou a poderosa Holanda durante o tempo normal e a prorrogação, deixando a partida em 0 a 0. Porém, no fim do tempo extra, o técnico Louis Van Gaal fez uma alteração que seria fundamental na disputa de pênaltis: o goleiro Krul substituiu Cillessen, pegou duas cobranças e, juntamente com o seu treinador, foi o responsável por colocar a seleção holandesa na semifinal desta grande Copa do Mundo 2014, fechando a série em 4 a 3.

Se o goleiro holandês foi o destaque, Navas, arqueiro costarriquenho, também merece menção. Um dos nomes da Costa Rica na Copa, ele fez várias defesas difíceis e evitou a derrota no tempo normal. Aliás, a equipe comandada por José Luis Pinto sai invicta do torneio, tirando as campeãs mundiais Itália e Inglaterra e vencendo também o Uruguai. 


A Holanda volta a campo na quarta-feira (9), às 17h, quando pega a Argentina (que tirou a Bélgica hoje) na Arena Corinthians, em São Paulo, na reedição da final de 1978 (título argentino). Um dia antes, o Brasil joga com a Colômbia na outra semi.

Krul entrou no fim da prorrogação para ser decisivo nas penalidades.
(Foto: Jamie McDonald/Getty Images)

Quando a bola rolou...

Nos primeiros minutos do jogo, só a Holanda tocou na bola. A Costa Rica era uma mera espectadora, limitando-se a cercar os holandeses, mas sem conseguir ter a bola. A primeira vez que os costarriquenhos tocaram na bola foi aos três minutos, quando Bolaños sofreu falta após recuperação da posse. O jogo seguia sem muitas chances criadas, com os dois sistemas defensivos se sobressaindo.

Aos 21, a primeira boa chance. Em ataque rápido, Van Persie recebeu com liberdade na área e Navas defendeu; no rebote, Sneijder também tentou, mas o chute saiu fraco. Os times começaram a se soltar em campo, e a Holanda criava mais. Navas, um dos principais responsáveis pela campanha da Costa Rica até aqui, fez grande defesa novamente aos 29, parando lance de Memphis Depay. Já aos 38, novamente o goleiro da Costa Rica apareceu, dessa vez segurando cobrança de falta de Sneijder. Antes disso, no lance de maior perigo da seleção da América Central no primeiro tempo, Van Persie salvou cruzamento na área em cima da linha.

Na etapa complementar, a Holanda seguiu melhor, mas dessa vez sem fazer Navas trabalhar. Sentindo que a chance de vencer existia, a Costa Rica passou a sair para o jogo em bolas levantadas para a área, mas Cillessen seguia como espectador. O primeiro lance de real perigo da etapa complementar foi aos 37, em grande cobrança de falta de Sneijder, que parou na trave. Depois, Van Persie soltou a bomba e Navas apareceu novamente com grande intervenção.

No fim da partida, um verdadeiro milagre. A Holanda foi para a pressão e teve bola na trave, zagueiro salvando em cima da linha, defesa do goleiro, mas a bola não entrou. Iríamos mesmo para a sexta prorrogação da Copa 2014.

No tempo extra, a Holanda ditou as regras, mas parecia faltar perna para conseguir algo a mais que gerasse o gol. A Costa Rica, sem pressa nenhuma, se segurava, e resolveu sair nos minutos finais da prorrogação. E o fim do jogo foi espetacular. Cillessen foi obrigado a fazer sua primeira importante defesa aos nove minutos do segundo tempo após grande jogada de Ureña. Sneijder, aos 13, mandou no travessão e não marcou por novo milagre. Antes do jogo ir para os pênaltis, o técnico Van Gaal trocou os goleiros: Krul substituiu Cilessen.

Nos penais...


Borges converteu o primeiro para a Costa Rica e Van Persie igualou as coisas na sequência (1x1); depois, Krul, que também acertou o canto da primeira batida, pegou a cobrança de Ruiz e Robben colocou a Holanda na frente (1x2); Gonzalez e Sneijder não vacilaram (2x3), assim como Bolaños e Kuyt (3x4); Krul pegou mais um, dessa vez de Umaña e fechou a série em 4 a 3 a favor da Holanda.

Ficha do jogo: 

Holanda (4) 0x0 (3) Costa Rica 

HOLANDA:
Cillessen (Krul); De Vrij, Vlaar e Martins Indi (Huntelaar); Kuyt, Wijnaldum, Sneijder e Blind; Memphis Depay (Lens), Robben e Van Persie. 
Técnico: Louis Van Gaal 

COSTA RICA:
Navas; Acosta, Gonzalez e Umaña; Gamboa (Myrie), Borges, Tejeda (Cubero) e Díaz; Ruiz, Bolanõs e Campbell (Ureña).
Técnico: José Luis Pinto

Local: Fonte Nova, em Salvador (BA)
Público: 51.179
Data: 05/07/2014
Horário: 17h (de Brasília)

Árbitro: Ravshan Irmatov (UZB)
Auxiliares: Abduxamidullo Rasulov e Bakhadyr Kochkarov (ambos do Uzbequistão)

Cartões amarelos: Martins Indi e Huntelaar (Holanda); Acosta, Gonzalez, Umaña e Diaz (França)

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