sábado, 12 de julho de 2014

B.A. na Copa #48: Chegou a hora

Pela terceira vez numa final, Alemanha e Argentina se enfrentam para dar fim ao incômodo jejum em Copas

De Aracaju.
Por Henrique Ferrera.

12/07/2014 - Só sobraram dois. Neste domingo (13), Alemanha e Argentina entram em campo para disputar a taça da Copa do Mundo da FIFA. Um duelo que tem muita história e que esteve presente em várias outras Copas. De um lado, uma geração talentosa mas que sofre a pressão de não ter conquistado um título; de outro, uma que já fez história ao chegar na final depois de tanto tempo, mas que quer quebrar o jejum de 24 anos levantando a taça no país rival.


ALEMANHA

A campanha não é impecável. Mas se tinha algo que era criticado, já foi corrigido. Joachim Löw percebeu a fragilidade defensiva e cedeu à pressão de escalar Lahm na lateral. A entrada de Khedira elevou o já alto nível da seleção, e a Alemanha passou a usar o seu extremamente técnico e aplicado meio-campo para bater a França com certa segurança, e atropelar o Brasil por 7 a 1. O momento é de muita confiança, e os alemães sentem que a hora chegou.

Muito por conta dos seus talentos. Neuer é uma muralha no gol, Hummels passa segurança aos companheiros, Schweinsteiger consegue ser eficiente defensivamente, Kroos vive um grande momento técnico, Müller tem faro de artilheiro e Klose cresce demais com a camisa alemã. E Joachim Löw conseguiu transformar todos estes talentos em uma unidade, que funciona perfeitamente como coletivo.

A preparação também é alvo de elogios. "Isolados" em Santa Cruz Cabrália, na Bahia, os alemães não são importunados pela imprensa, podem curtir e aproveitar o Brasil nas praias desertas da região, e treinam com afinco praticamente todos os dias. O resultado é um time extremamente funcional em campo, com todos se dedicando de maneira uniforme em campo. Se será suficiente para levar o título, não se sabe, mas tudo foi feito na medida.

O time deve ser formado com Neuer, Lahm, Boateng, Hummels e Höwedes; Schweinsteiger, Khedira e Kroos; Müller, Özil e Klose.

Candidatos ao prêmio de melhor da Copa, Müller e Messi são os trunfos de Alemanha e Argentina.
(Foto: Getty Images)

ARGENTINA

A Argentina, que foi de Messi na fase de grupos, agora tem outro dono: Javier Mascherano. A solidez defensiva da equipe, que a maioria apontava antes da Copa como o grande calcanhar de Aquiles do time, se deve muito ao volante do Barcelona. Masc alia a habitual garra argentina com uma extrema participação no jogo de transição da equipe, sendo o grande dínamo da equipe. Para a final, deve ter a companhia de Biglia e Enzo Pérez, para tentar deter o talentoso meio alemão.

Muito dessa escalação se deve às "ausências" de Agüero e di María, que longe de suas melhores formas, devem ficar no banco e ir para o sacrifício, mas ficam como boas opções para um segundo tempo ou uma prorrogação. Messi, que começou brilhando, se apagou, e mesmo com apenas um lampejo contra a Suíça e sua ausência contra a Holanda, anulado por De Jong e Clasie, não foi um empecilho para que a equipe chegasse a final. Mas contra a Alemanha, será preciso mais do camisa 10.

Porém, se a grande parte do talento está do outro lado, ninguém parece querer mais o titulo que os hermanos. São 24 anos sem levantar a taça, e existe uma concentração muito blindada em Belo Horizonte, para garantir que o único foco seja o título. Nada melhor do que fazer isso na casa do seu maior rival, mas para isso terá um último obstáculo: a Alemanha, derrotada pela Argentina em 1986, mas que foi algoz em 1990, 2006 e 2010.

Romero, Zabaleta, Demichelis, Garay e Rojo; Mascherano e Biglia; Enzo Pérez, Messi e Lavezzi; Higuaín. Esta deve ser a equipe escalada pelo técnico Alejandro Sabella na final.

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