terça-feira, 8 de julho de 2014

B.A. na Copa #46: Holanda x Argentina

Holanda se molda ao adversário e mira a Argentina, algoz de 78, para alcançar mais uma final de Copa do Mundo

De Aracaju.
Por Henrique Ferrera.

07/07/2014 - Holanda e Argentina não são conhecidos como rivais. Porém, quando as duas equipes entrarem no gramado do Itaquerão, na quarta (09), o que se deve ver em campo é uma verdadeira guerra. Não só por se tratar de uma semifinal de Copa do Mundo da FIFA, mas pela inesquecível derrota na final de 1978 por parte dos holandeses, que a consideram injusta, e que nem a eliminação sobre os argentinos nas quartas de final de 1998 apagou. Do outro lado, a Argentina vai em busca da taça que veio pela última vez 24 anos atrás, e pelo prazer de consegui-la na casa do maior rival.


HOLANDA

Apesar de nunca ter conquistado um título, a Holanda fez mais uma vez seu histórico de bom futebol pesar, ao chegar até as semifinais. Desacreditada pela falta de novos talentos, pela pouca experiência dos coadjuvantes e pela fragilidade defensiva, Louis van Gaal resolveu mudar um pouco antes da Copa. Armou um 5-3-2, dando toda a liberdade para seu trio de estrelas. O resultado veio logo na primeira rodada, com a goleada por 5 a 1 sobre a Espanha. Se a maioria nem acreditava que ela poderia passar de fase, logo apareceu com um ataque velocíssimo e eficiente, com muita disposição tática defensiva, e com o esquema-camaleão de van Gaal, que adapta-se às características do adversário.

Holandeses comemoram gol contra o México.
(Foto: Reuters)
Com isso, vimos a polivalência de vários jogadores como Blind, de Vrij, Kuyt, Depay, Wijnaldum e Sneijder, atuando em posições fora do habitual. O que é um grande trunfo para tentar parar a Argentina. É imprevisível saber qual será a cartada de van Gaal desta vez, mas para uma equipe de mais talento e técnica, a volta da linha de cinco deve ser o trunfo. Resta saber, com tantas opções versáteis, quem serão os escolhidos. Kuyt pode fazer as duas laterais, porém Janmaat pode voltar por ser mais defensivo e Blind ficar mesmo na ala. Blind pode também ficar no meio, deixando Sneijder mais à frente ao invés de deixá-lo como volante ao lado de Wijnaldum. A única certeza é que Robben e van Persie são os parceiros de ataque, e que se a decisão for na disputa de pênaltis ainda tem Krul para manter o sonho vivo.

Uma possível escalação para a Holanda seria com Cillessen, Janmaat (Kuyt), de Vrij, Vlaar, Martins Indi e Kuyt (Blind); Wijnaldum e Blind (Depay); Sneijder; Robben e van Persie.

Di María, decisivo contra a Suíça, está fora.
(Foto: AFP)

ARGENTINA

A Argentina teve um caminho que não exigia uma imensa dificuldade. Um grupo com Bósnia, Nigéria e Irã, Suíça e Bélgica no mata-mata e mesmo assim passou com vários problemas. Uma delas foi a dependência de Messi, que viveu de lampejos geniais em alguns jogos, exceto contra a Nigéria. E se tinha alguém para resolver quando Messi estava sofrendo com a marcação, esse alguém era Di María. O problema é que o meia do Real Madrid está lesionado, e fora do jogo. Se Agüero não voltar bem, Messi estará sozinho. Higuaín até se recuperou das últimas atuações, mas não será ele que irá buscar os espaços e criar as jogadas, até porque nem é sua função. Sabella precisará contar com mais do que foi mostrado até agora.

A volta de Rojo, apesar de Basanta não ter ido mal, dá mais segurança ao melhor jogador da linha defensiva até agora, e que geralmente ameaça na frente nas bolas aéreas. A ausência de Di María abre caminho para a volta de Agüero, o que também sacaria Lavezzi, ou deixaria Kun muito aberto. Se Lavezzi sair, Enzo Pérez, Gago e Biglia lutariam por duas vagas ao lado de Mascherano, com vantagem para o meia da Lazio, que foi titular contra a Bélgica. Demichelis deve ser mantido após a partida segura.

Alejandro Sabella pode escolher usar mais as pontas em um 4-2-3-1 ou manter Agüero mais próximo do gol em um 4-3-1-2, deixando Messi mais solitário na armação. A equipe na quarta deve ser Romero, Zabaleta, Demichelis, Garay e Rojo; Mascherano e Biglia; Agüero, Messi e Lavezzi (Gago ou Pérez); Higuaín.

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