segunda-feira, 7 de julho de 2014

B.A. na Copa #44: Brasil x Alemanha

Sem Neymar e Thiago Silva, Brasil encara pela primeira vez um campeão do mundo tentando chegar à final da Copa

De Aracaju.
Por Henrique Ferrera.

07/07/2014 - Mais do que os oito títulos, as 14 finais e todos os craques que já desfilaram, Brasil e Alemanha vão se enfrentar pela semifinal da Copa do Mundo da FIFA, em Belo Horizonte, na próxima terça (8) com os grandes craques que têm hoje. O Brasil contando com a força da torcida em busca do hexa, apesar das baixas, e os alemães vivendo um clima de paz e tranquilidade, mesmo com a pressão sobre esta geração que está atrás de sua primeira taça.


BRASIL

O clima de tristeza na sexta contrastava com o fato do Brasil ter conseguido sua vitória mais convincente na competição, contra a boa Colômbia. Era a notícia de que Neymar, o grande astro, estava fora da competição graças à uma lesão sofrida na coluna. Thiago Silva, suspenso, é mais um que não jogará contra os germânicos. Dois fortes baques na seleção. Apesar disso, a torcida de Belo Horizonte promete muita festa para empurrar a seleção.

David Luiz comemora o gol contra a Colômbia. Ele foi o melhor em campo.
(Foto: Reuters)
Nos treinos, o único testado foi Willian, o que não mudaria o 4-2-3-1 armado por Felipão. Mas essa não é a única opção: Paulinho pode ser mantido, se juntando à Fernandinho e Luiz Gustavo, o que seria uma maneira de tentar anular os três volantes de qualidade do adversário. Porém, o mais provável é mesmo que o jogador do Chelsea entre na meia direita, passando seu companheiro Oscar para o meio e mantendo Hulk na esquerda. A esperança recai sobre os gols de Fred, que deve receber mais bolas sem a presença do camisa 10 em campo. Na zaga, Dante é o provável substituto de Thiago Silva.

A equipe que Felipão deve trazer ao gramado do Mineirão é Júlio César; Maicon, Dante, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo e Fernandinho; Willian, Oscar e Hulk; Fred.

ALEMANHA

Joachim Löw, tão questionado, resolveu mudar contra a França. Com Lahm na lateral, Khedira entrou no meio e deu liberdade a Kroos para ser meia armador. Não foi uma atuação primorosa, mas a França não chegou a ameaçar muito a vitória alemã. Klose, titular, não funcionou, e deve voltar a ser reserva. Este turbilhão de mudanças a cada jogo não é um problema para o ótimo elenco da seleção, que confia no treinador e que vive um cotidiano de muita tranquilidade e alegria na concentração. Nem parece que existe uma imensa pressão para que esta geração talentosa dê um título à nação.

Contra a França, Hummels foi perfeito atrás e decisivo na frente.
(Foto: EFE)
Com a sólida atuação contra os Bleus, a linha defensiva deve ser mantida, pois até mesmo Höwedes, com toda a sua dificuldade em atuar como lateral esquerdo, fez uma partida decente. No meio, Kroos não deve ter a liberdade que teve contra a França, e vai ficar mais de olho em Fernandinho. A trinca de volantes deve ser composta por Schweinsteiger, mais recuado, e Khedira e Kroos fazendo o jogo de transição. Se Klose for mantido, Müller e Özil farão as pontas, mas o mais provável é que Müller volte a ser o camisa 9, e Götze ou Podolski assumam uma das pontas neste 4-3-3.

Neuer; Lahm, Mertesacker, Hummels e Höwedes; Schweinsteiger, Khedira e Kroos; Özil, Götze (Podolski) e Müller (Klose) deve ser o 11 inicial alemão na partida de terça, a partir das 17h (de Brasília).

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