domingo, 6 de julho de 2014

B.A. na Copa #43: As armas e armaduras das semifinais

Quatro grandes seleções seguem com chances de título; cada uma delas com seus trunfos para o sucesso


De São Paulo.
Por Eduardo do Carmo.

06/07/2014 - Três seleções campeãs mundiais e a melhor entre as que ainda não conquistaram a taça estão nas semifinais da Copa do Mundo mais empolgante da história. Até aqui, grandes jogos, muitos gols e torcida vibrante pelos estádios do Brasil. Agradáveis surpresas fizeram campanhas impactantes. A maior delas foi a Costa Rica, que caiu no grupo da morte e deixou para trás as potências Inglaterra, Itália e Uruguai. A equipe da América Central só foi eliminada nos pênaltis, nas quartas de final, pela Holanda. E junto à Laranja Mecânica nas semifinais, estão Brasil, Alemanha e Argentina.


Quem esperava que o Mundial seria dos atacantes, se enganou. Os goleiros foram os destaques na maior parte da competição. Zagueiros também brilharam muito e volantes deram um toque especial às disputas. E agora é a vez do momento tão esperado: a briga por uma vaga na decisão. Restam apenas quatro jogos. As seleções que perderem na semi entrarão novamente em campo apenas com o objetivo de ser o terceiro colocado, pouco para quem chegou até aqui. Os triunfantes, porém, passarão pela semana mais importante em suas vidas. É hora de saber quem tem mais garrafas vazias para vender, como diria o outro.

Em momentos como esse, a briga fica ainda mais acirrada. Qualquer erro pode ser fatal e todo cuidado é pouco para não perder a oportunidade de pisar no gramado do Maracanã no dia 13. Aí é que as seleções contam com seus craques para desequilibrar o duelo. Atletas que podem ser armas letais no ataque ao oponente. Mas os selecionados também apostam nas armaduras, que são os jogadores capazes de bloquear as ações ofensivas do rival. A seguir, falaremos dos jogadores que podem ser armas e armaduras na última batalha antes da Guerra no Rio de Janeiro.

Brasil

A seleção Canarinho perdeu o seu principal soldado na última sexta-feira, em mais um embate dramático, válido pelas quartas de final, contra a Colômbia. Neymar está fora de ação. Sem ele, o Brasil deve contar muito mais com o coletivo e dividir as responsabilidades. Dificilmente, uma arma funcionará sozinha. Mas caso haja uma conexão entre duas, a história pode mudar. Justamente, o possível substituto de Neymar, o meia Willian, ao lado do companheiro de clube, Oscar, pode dar uma alternativa diferente ao time de Felipão. O entrosamento no Chelsea deve ser algo levado em consideração. A dupla tem condição de dar criatividade e velocidade ao meio-campo e abastecer o centroavante Fred.

Já a armadura brasileira está sob as traves: Julio César. O goleiro que carrega até hoje nas costas a culpa pela eliminação no Mundial de 2010 faz uma Copa segura e quer dar a volta por cima. A experiência do arqueiro pode ser um diferencial em momentos decisivos. O Brasil ainda tem outra armadura que também pode servir com uma arma poderosa. Trata-se de David Luiz, o excelente zagueiro que assusta qualquer defesa quando chega ao ataque, além de desempenhar importante papel de liderança.

Alemanha

Considerado o melhor elenco da Copa, o futebol alemão, com sua ótima geração, tem grande chance nessa batalha. O maior artilheiro da história das Copas ao lado de Ronaldo, mesmo com idade avançada, ainda assusta os adversários. Com um sistema de jogo consistente e sempre em busca do ataque, oportunidades não faltaram para Klose balançar as redes. Thomas Müller, Götze, Özil e Schweinsteiger também podem definir a vaga com suas brilhantes jogadas. Nessa seleção, é difícil apontar a principal estrela, pois são bons valores que se completam. Até no banco há peças importantes que podem entrar e colocar a Alemanha na decisão.

Os alemães têm um goleiro fenomenal. Neuer, além de defesas importantes, funciona muitas vezes como uma espécie de líbero, cortando contragolpes adversários. À sua frente, o zagueiro Hummels é a base defensiva dos germânicos. A Alemanha, por exemplo, apesar das circunstâncias, não tomou gol no confronto diante de Portugal, do Cristiano Ronaldo, e da França.

Argentina

Com Messi na relação, parece repetitivo dizer que o atacante do Barcelona é a grande arma dos hermanos para as semifinais. No entanto, será necessária a repetição, já que o número 10 argentino decidiu praticamente todas as partidas a favor da Argentina. Se o craque não faz uma excelente Copa, ao menos aparece no momento certo. Di María seria outro atleta que poderia dividir essa responsabilidade com Messi, mas se lesionou nas quartas e deve ficar fora da Copa.

Entre os semifinalistas, a Argentina tem o setor defensivo mais fraco. O goleiro Romero não transmite segurança aos torcedores e a dupla de zaga não é unanimidade. Resta então ao volante Mascherano o papel de armadura da equipe. O ex-jogador do Corinthians atua como zagueiro no Barcelona e auxilia os seus companheiros defensivos na seleção.

Holanda

Com sua jogada ''manjada'' e característica, Robben é o destaque holandês nessa Copa. Os lances pelo lado do campo do jogador do Bayern de Munique já causaram estragos nos gramados tupiniquins. Mas nem só de Robben vive a Holanda. O capitão Van Persie, que começou a Copa literalmente voando, despencou e está devendo. O atacante, porém, pode aparecer a qualquer momento e brilhar. Assim como o experiente Sneijder, que foi fundamental na classificação nas oitavas diante do México.

Os zagueiros holandeses não chamam a atenção, mas também não comprometem a equipe. O destaque é De Vrij, que mostra muita segurança nas investidas adversárias, porém precisa de um pouco de ajuda para não ficar sobrecarregado. Após a surpreendente partida diante da Costa Rica, nas quartas, o goleiro Krul se credencia como um jogador importante em caso de decisão de pênaltis.

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