terça-feira, 1 de julho de 2014

Apareceram os belgas

Bélgica e Estados Unidos fazem jogo emocionante em Salvador e os belgas vencem na quinta prorrogação das oitavas

De Salvador.
Por Henrique Ferrera.


01/07/2014 - De Bruyne e Lukaku aproveitaram duas das enésimas oportunidades de um jogo eletrizante e a Bélgica conseguiu sobreviver à tardia pressão dos EUA, chegando às quartas de final da Copa do Mundo da FIFA na noite desta terça-feira. A vitória por 2 a 1 qualifica os europeus para o encontro com a Argentina, que eliminou hoje a Suíça, no próximo sábado (5), às 13h, em Brasília.

As mãos, pernas, e até o tornozelo de Howard, juntamente com a fantástica atuação de Besler, mantiveram viva a equipe de Jürgen Klinsmann, sempre ameaçando nos contra-ataques, embora antes disso, os comandados de Marc Wilmots já tivessem marcado duas vezes na primeira parte da prorrogação. Um voleio de Green, no entanto, deu aos americanos a esperança, mas apesar dos seus admiráveis esforços, os belgas estão agendados para um encontro com a Argentina, em Brasília.

Marc Wilmots comemora a classificação com a comissão técnica (Foto: Getty Images)

A torcida americana fez o nível de decibéis se tornar incalculável antes do pontapé inicial, mas ficaram silenciosos, com o coração na boca, logo no primeiro minuto de jogo. De Bruyne surpreendeu a linha de defesa dos EUA e deixou o veloz Origi de frente com Howard. O jovem atacante bateu forte e rasteiro, mas o goleiro veterano salvou de maneira impressionante com as pernas.

Beasley foi o salvador seguinte dos EUA. Vertonghen avançou tranquilamente pela esquerda, e serviu Fellaini à frente, que apareceu pronto para tocar para o gol até o lateral aparecer para cortar.

Só dava Bélgica, com De Bruyne e Hazard arriscando chutes da entrada da área, mas a troca feita aos 32 minutos, de Yedlin no lugar do lesionado Johnson, deu um novo alento aos EUA. O hiperveloz lateral foi ameaçador por quase todas as vezes que Bradley o achava livre para correr pelo lado direito. Em uma delas, ele surpreendeu ao não tentar o cruzamento da linha de fundo, mas cortá-la para onde estava Zusi, que em ótima posição, acabou errando e jogando para fora.

Assim como fizeram na primeira etapa, o zero quase foi quebrado pelos belgas no primeiro ataque do segundo tempo. Mertens, o menor jogador em campo, cabeceou um cruzamento de De Bruyne que iria em direção às redes até que a ponta dos dedos de Howard o impediu.

Vertonghen mais uma vez achou espaço pela esquerda, aos nove minutos, e entregou uma bola perfeita que atravessou a área, mas que de alguma forma escapou dos pés de Gonzalez, De Bruyne, Besler e Origi, rolando até a linha lateral.

As pernas de Howard impediram o gol de Origi mais uma vez aos 26 minutos, antes da vez de salvar uma bola com o tornozelo. Um passe açucarado de Origi, feito delicadamente com a parte de fora do pé deixou o substituto Mirallas frente ao gol, mas o goleiro dos EUA rapidamente trabalhou para impedir o gol com os pés.

Besler, uma rocha na defesa, deu um carrinho brilhante para evitar que Mirallas tivesse uma chance clara, antes de Howard apenas observar a cabeçada de Origi beijar o travessão, e Hazard soltar a bomba na rede pelo lado de fora.

A última chance da Bélgica no tempo normal veio de improváveis pés. Kompany tomou a bola de Bedoya dentro da defesa belga, disparou pelo campo e abriu com De Bruyne na esquerda. O meia do Wolfsburg cruzou rasteiro na área e o zagueiro do Manchester City, que continuou a correr, obrigou Howard a fazer sua enésima defesa neste jogo eletrizante.

Wondolowski teve a grande oportunidade da partida, já nos acréscimos, mas o atacante mostrou sua absoluta falta de frieza, desperdiçando uma incrível oportunidade de gol, levando a partida a ter mais 30 minutos.

A Bélgica só precisou de dois deles. Lukaku, que substituiu Origi, deu uma arrancada pela direita. Ele tocou para trás, mas foi interceptado, porém os americanos não conseguiram clarear a jogada. De Bruyne aproveitou a bola solta, girou e soltou o pé para vencer Howard e colocar a bola na rede.

Antes do apito do árbitro soar para o intervalo, ficou 2 a 0. Lukaku correu atrás de passe enfiado de De Bruyne e bateu sem chances para Howard.

O sonho americano aparentemente havia acabado. Mas só demorou dois minutos para Green revivê-lo, após ser colocado por Klinsmann. Em seu primeiro toque, o garoto deu um voleio que bateu Courtois e provocou uma erupção poderosa na torcida pró-EUA.

O ímpeto agora vinha das listras e estrelas e Jones ainda conseguiu criar uma chance, para fora, mas apesar do grande esforço, a Bélgica segurou a vitória por 2 a 1.

Eles vão para Brasília agora. Os EUA vão para casa após uma campanha na Copa do Mundo que eles podem ficar imensamente orgulhosos.

Ficha do jogo:

Bélgica 2x1 Estados Unidos

BÉLGICA:
Courtois, Alderweireld, van Buyten, Kompany e Vertonghen; Witsel, Fellaini e de Bruyne; Mertens (Mirallas), Hazard (Chadli) e Origi (Lukaku).
Técnico: Marc Wilmots

ESTADOS UNIDOS:
Howard, Johnson (Yedlin), Gonzalez, Besler e Beasley; Cameron e Jones; Zusi (Wondolowski), Bradley e Bedoya (Green); Dempsey.
Técnico: Jürgen Klinsmann

Local: Fonte Nova, em Salvador (BA)
Público: 51.227
Data: 01/07/2014
Horário: 17h (de Brasília)

Gols: de Bruyne, aos 3'/1ºP e Lukaku, aos 15'/1ºP (Bélgica); Green, aos 2'/2ºP (Estados Unidos)

Árbitro: Djamel Haïmoudi (AGL)
Assistentes: Redouane Achik (MAR) e Abdelhak Etchiali (AGL)

Cartões amarelos: Kompany (Bélgica); Cameron (Estados Unidos)

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