sábado, 28 de junho de 2014

Só nos pênaltis

Após empate no tempo normal e na prorrogação, Brasil derrota Chile nos pênaltis e vai às quartas da Copa 

De Belo Horizonte.
Por Vinícius Silveira.

28/06/2014 - Era para ser difícil, mas ninguém esperava que fosse tanto. O Brasil encarou uma seleção chilena audaciosa técnica e taticamente. A definição do vencedor da primeira partida das oitavas da Copa do Mundo só saiu nas penalidades máximas. No tempo normal, 1 a 1, e nos pênaltis, Júlio César pegou duas cobranças e os brasileiros venceram por 3 a 2, em partida disputada no Estádio Mineirão, em Belo Horiempate,  Os gols do jogo foram de David Luiz, para os brasileiros, e Alexis Sánchez, para os chilenos.


Desde 1998, o Brasil não se encontrava com a prorrogação. A última vez havia sido contra a Holanda, na semifinal da Copa do Mundo da França. Os gols da partida no tempo normal foram de Ronaldo, para os canarinhos, e Kluivert, para os holandeses. Precisaram chegar as penalidades para acontecer uma definição, e o goleiro Taffarel defendeu as cobranças de Cocu e Ronald de Boer.

Brasil celebra classificação nos pênaltis
(Foto: Getty Images)

Os adversários brasileiros sairão do jogo entre Colômbia e Uruguai, em uma mini Copa América no Mundial. O jogo entre colombianos e uruguaios será às 17h, no Maracanã, no Rio de Janeiro.

Empate no tempo normal

A torcida brasileira, que coloriu boa parte do Mineirão em verde e amarelo, poderia esperar dificuldades. E foi o que aconteceu. O Brasil, que veio com Fernandinho em lugar de Paulinho, mas não mudou sua estrutura tática, tentava partir pra cima do Chile, mas esbarrava em uma marcação cerrada do selecionado treinado por Jorge Sampaoli, e ainda sofria com um contra-ataque veloz e insinuante dos chilenos.

 David Luiz e a torcida brasileira em êxtase. O Brasil abre o placar.
(Foto: Getty Images)

Para desafogar toda a dificuldade em passar pela defesa chilena, o gol surgiu em bola parada. Na cobrança de Hulk, Thiago Silva desviou de cabeça, e quando a bola parecia não entrar, David Luiz dividiu com Jara, tocou para o gol e abriu o placar aos 18 minutos. O tento brasileiro tirou um enorme peso dos ombros dos torcedores, que passaram a apoiar o selecionado canarinho.

Sem ter outra alternativa, o Chile passou a alugar o meio-campo e a defesa brasileira em busca do empate. O Brasil apenas cercava na marcação, esperando a chance do contra-ataque. Mas os brasileiros não contavam com o erro de Hulk na cobrança de lateral de Marcelo. Vargas partiu em progressão ao ataque e passou para Sánchez fazer o gol de empate, aos 31.

 Aproveitando falha da defesa brasileira, Sanchez não perdoa.
(Foto: Getty Images)

No segundo tempo, o jogo começou como a etapa inicial. O Brasil buscava tomar conta, sempre buscando as jogadas individuais com Neymar e a presença de Fred na grande área. Os brasileiros chegaram a marcar o segundo gol, mas o árbitro inglês Howard Webb, alegando toque de mão do atacante Hulk, anulou o lance. Os chilenos estavam vacinados contra a estratégia brasileira e sabiam como ganhar o campo e dominar a partida. Não deu outra: após os 10 minutos, o Chile cresceu em campo e o meio-campo foi dominado.

O técnico Luiz Felipe Scolari apostou em um time mais leve e com maior movimentação, colocando Ramires e Jô nos lugares de Fernandinho e Fred. Porém, o Chile ganhou o campo e dominava territorialmente. Não havia espaços para Ramires e a bola não chegava para Jô. Na metade do segundo tempo, o Chile tinha 55% de posse de bola e ainda todo controle ofensivo no jogo. No final, o Chile criava chances de gol e o Brasil insistia em ligações diretas. Entrava a prorrogação na história do confronto.

Brasil melhora, mas o placar não é alterado

Na prorrogação, o Brasil melhorou em relação ao futebol apresentado no tempo normal. Colocou a bola no chão e saiu em busca do gol. O Chile apenas exerceu uma marcação por zona, mas tentava não deixar os brasileiros invadirem a grande área. Os chilenos melhoraram a partir do segundo tempo e passaram a encaixar seu jogo. A posse de bola foi valorizada e a espera por um erro canarinho era aguardada. A melhor chance do tempo extra foi do Chile, após Pinilla receber e chutar no travessão, quando os pênaltis já eram certos.

Vieram os pênaltis

Era até um pecado que uma dessas seleções tivesse que sair nas penalidades. Mas para o futebol que Brasil e o Chile jogaram neste Mundial, com a bola rolando não teve definição. O jeito era medir a competência nos pênaltis. Júlio César fez sua parte, pegando as cobranças de Pinilla e Alexis Sánchez. A dor ficou ainda maior quando Willian e Hilk também perderam.

 Júlio César defende duas cobranças e é o grande responsável pela classificação brasileira.
(Foto: Getty Images)

Balançaram as redes David Luiz, Marcelo e Neymar para o Brasil. Pelo Chile, marcaram Aránguiz e Diaz. A festa foi toda brasileira quando Jara partiu para a última cobrança e a bola bateu na trave. 

Agora, Fortaleza vai receber a seleção brasileira. Resta saber contra quem será: Colômbia ou Uruguai.

Ficha do jogo:

Brasil 1 (3) x (2) 1 Chile

BRASIL:
Júlio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Fernandinho (Ramires) e Oscar; Hulk, Fred (Jô) e Neymar.
TÉCNICO: Luiz Felipe Scolari

CHILE:
Bravo; Silva, Medel, Jara e Isla; Marcelo Díaz, Aránguiz, Vidal (Pinilla) e Mena; Vargas (Felipe Gutierrez) e Alexis Sanchez.
TÉCNICO: Jorge Sampaoli

Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data: 28/06/2014
Horário: 13h
Público: 57.714

Árbitro: Howard Webb (ING)
Auxiliares:

Gols: David Luiz (BRA), aos 18, e Alexis Sanchez (CHI), aos 31 minutos do primeiro tempo do tempo normal.

Pênalidades
Brasil: David Luiz, Marcelo e Neymar marcaram. Willian e Hulk perderam.
Chile: Aránguiz e Diaz marcaram. Pinilla, Alexis Sanchez e Jara perderam.

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