domingo, 8 de junho de 2014

B.A na Copa #28: Bate-bola no terreiro

Em casa, seleção brasileira tem responsabilidade multiplicada, além da já habitual expectativa de título do torcedor. E, esperamos, sem "neymardependência"

De Belo Horizonte. 
Por Matheus de Oliveira. 

08/09/2014 - Para a seleção brasileira, disputar a Copa no Brasil é uma nova chance de final feliz. Há toda aquela história de 1950, Maracanazo e Giggia que sabemos de cór. Mas mesmo que uma vitória sobre o Uruguai ocorresse, certamente haveria, como há, uma forte pressão para a conquista. O pontapé inicial será na próxima quinta-feira (12), diante da Croácia, às 17h, no Itaquerão.

A expectativa é que, a partir dali, Neymar conduza o Brasil ao hexa, e é dele que o time de Scolari precisa para alcançar o título. É claro que dos pés do ex-santista esperamos as mais belas e decisivas jogadas, mas não só do atacante do Barcelona vive o selecionado verde-amarelo. O grupo é muito bom. Há qualidade técnica em todos os setores. Sem Neymar, a Seleção Brasileira pode vencer, mas só com ele, não. É que preciso que toda a grande capacidade técnica da equipe seja colocada em campo. E se isso ocorrer, dá para ganhar até sem Neymar. Mas, só com Neymar é impossível.


Histórico

Maior campeão de Copas, com cinco títulos, o Brasil é o único país que disputou todos os 19 Mundiais já disputados. A pior colocação da seleção brasileira foi no torneio de 1934, na Itália, onde foi eliminada na primeira fase e terminou na 14ª posição. Mas ainda teve os fiascos de 1966, ao concluir a competição em 11º lugar e de 1990, em 9º.

1958

Surge a história de Pelé, aos 17 anos, com as Copas do Mundo. Garrincha, Vavá e Zagallo também
compunham o time, mas Didi é quem foi considerado o craque do Mundial.  O Brasil tornou-se campeão invicto, com cinco vitórias e um empate, além de 16 gols marcados e quatro sofridos. Na final, contra a Suécia, a dona da casa, uma goleada dos brasileiros por 5 a 2.

1962

A maior esperança brasileira, Pelé, sofre um estiramento no segundo jogo do Mundial, contra a Tchecoslováquia, e despede-se do torneio. Resta a Garrincha o posto de principal jogador da equipe, e o "anjo de pernas tortas" deu conta do recado. Com a base da seleção campeã quatro anos antes, o Brasil sagrou-se bi. A final foi contra a própria futura República Tcheca, e uma vitória canarinho por 3 a 1.

1970

Uma profusão de craques, que fez até com que o técnico Zagallo improvisasse Tostão como centroavante. O importante era ter os melhores em campo. Era tanta gente que sabia o que na final ficou evidente o desnível das outras seleções perante o Brasil. Um triunfo por 4 a 1 sobre a tradicional Itália numa decisão de Mundial não é para qualquer um.

1994

Desacreditada após uma decepção em 1990, a seleção foi para a Copa dos EUA com a missão de resgatar a autoestima do torcedor brasileiro, que há cinco torneios não levantava um troféu. Um time de pouca beleza com a bola nos pés, mas de eficiência. Até por isso capitão e volante Dunga tornou-se símbolo da conquista, mas foi Romário a estrela do Brasil. E Baresi, é claro, eterno ídolo verde-amarelo, ao desperdiçar o pênalti que nos deu o tetra.

2002

A primeira passagem de Felipão pela Seleção Brasileira é de boa lembrança. O técnico comandou o que ficou conhecido como "Família Scolari". Com a capacidade de mexer com a cabeça dos jogadores, o comandante ainda contava com uma seleção com dois dos melhores jogadores de suas épocas: Ronaldo e Rivaldo. Ambos conduziram o Brasil ao penta diante de uma Alemanha que tinha como principal jogador o goleiro Oliver Kam. Isso diz muito sobre a equipe bávara, mas não desmerece o feito tupiniquim.

Equipe

A maior discussão em torno do time titular do Brasil na Copa e durante toda a "era Felipão" é sobre o goleiro. Júlio César chega com a desconfiança de parte da torcida e da imprensa, mas tem créditos com Scolari. Para o técnico, não há discussão. O goleiro do Toronto F.C, que disputa a liga americana de futebol, é o dono da posição.

Foto: Wander Roberto/Vipcomm
Unanimidade é a linha de defesa, composta por alguns dos principais jogadores das posições no mundo. A dupla de zaga, Thiago Silva e David Luiz, atuará junta no milionário Paris Saint German, com a compra do segundo por cerca de R$ 167 milhões, o que o tornou o zagueiro mais caro da história do futebol.

No meio-campo, Luiz Gustavo garantiu sua vaga na Copa das Confederações. Agrada a Luiz Felipe Scolari a proteção que o volante da à defesa. Ao lado dele, Paulinho, que com a camisa verde-amarela foi bem até então, mas que perdeu espaço no Tottenham. Oscar chega às vésperas da estreia na Copa levemente questionado, principalmente pelo companheiro de Chelsea William, seu reserva imediato e que está em melhor fase.

Dos meio-campistas/atacantes, Hulk ainda não tem a simpatia de 100% dos torcedores, mas angariou fãs nos últimos meses e seu nome é menos lembrado nas cornetagens. Com razão. Neymar é o ator principal da seleção, mesmo com atuações apagadas pelo Barcelona. Acostumada a ter centroavantes como Romário e Ronaldo, a torcida observa Fred de perto, mesmo com o faro de gol e a estrela em decisões demonstrados pelo jogador.

Time-base: Júlio César; Daniel Alves, David Luiz, Thiago Silva e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho, Hulk, Oscar e Neymar; Fred.

Tabela de jogos:

12/06, às 17h: Brasil x Croácia, no Itaquerão, em São Paulo (SP)
17/06, às 16: Brasil x México, no Castão, em Fortaleza (CE)
23/06, às 17h: Camarões x Brasil, no Mané Garrincha, em Brasília (DF)

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