sábado, 28 de junho de 2014

B.A. na Copa #39: As oitavas - parte II

Com o final da primeira fase, vem o mata-mata: o que as 16 seleções restantes podem esperar de seus confrontos?

De Aracaju.
Por Henrique Ferrera.

27/06/2014 - A primeira fase da Copa do Mundo FIFA acabou. Muitas surpresas, decepções, jogos excelentes e muita emoção. Mas é agora que o campeonato começa de verdade: as dezesseis seleções que restaram vão em busca do título, e não é mais permitido errar, pois uma derrota é o passaporte de volta para casa. Confira a segunda parte da análise dos confrontos das oitavas de final (clique e veja também a primeira parte):


França x Nigéria - 30/06, 13h, em Brasília

A França passou com tranquilidade pela primeira fase. Mesmo o empate com o Equador, utilizando um mistão, não abalou a confiança dos Bleus. Benzema fez três gols, que poderiam ter sido cinco, e vem comandando o ataque, ora de centro-avante, ora de ponta esquerda. No meio, a trinca de volantes com Cabaye, Matuidi e Pogba dá uma dinâmica de jogo veloz e de excelente chegada, com qualquer um dos três. Com um time bem montado e homogêneo nas mãos de Didier Deschamps, a França pode chegar longe.

A Nigéria estreou com um empate em 0 a 0 com Irã no que foi o pior jogo da competição. Isso fez o treinador Stephen Keshi dar oportunidade ao meia Odemwingie, que mudou o panorama nigeriano. Com a velocidade do meia, o ataque com Emenike e Musa começou a funcionar, e culminou na vitória sobre a Bósnia, e numa boa atuação ofensiva contra a Argentina. Apesar das boas atuações do lateral Omeruo, vai precisar de mais solidez se quiser bater de frente com a França.

Alemanha x Argélia - 30/06, 17h, em Porto Alegre

A Alemanha pode ter "decepcionado" alguns, por não mostrar um futebol tão envolvente assim na primeira fase. Apesar da goleada sobre um combalido Portugal, uma vitória magra sobre os EUA e um empate contra Gana criaram uma certa desconfiança. Muito disso se deve à formação da linha defensiva formada por quatro zagueiros, em uma decisão polêmica de Joachim Löw, e que vem se provando errada. No meio, a volta de Schweinsteiger deu um novo alento, e as opções ofensivas mostram a tremenda força germânica.

Uma geração sub-23 talentosa e que já rendeu frutos. Pela primeira vez, os argelinos chegam à uma fase de mata-mata na Copa do Mundo, e com um futebol pautado na velocidade de seus jovens jogadores como Feghouli, Brahimi e Mandi. A defesa é um ponto fraco ainda, como a maioria dos times africanos, onde Bougherra sofre com a falta de velocidade, e Halliche é mais preciso no ataque que propriamente defendendo. A Argélia já fez história, e vai atrás da Alemanha sem nenhuma pressão para surpreender.

Argentina x Suíça - 01/07, 13h, em São Paulo

Até agora, uma equipe de um homem só: Lionel Messi. O camisa 10 vem tirando a Argentina do buraco em várias ocasiões, tendo feito quatro dos seis gols da equipe. Os problemas de Sabella são vários: a fragilidade defensiva, a falta de transição no meio-campo e a pouca eficiência dos coadjuvantes de luxo como Agüero - agora lesionado -, di María e Higuaín. Resta saber se os problemas serão solucionados ou se Messi terá de decidir daqui até o final para a Argentina obter sucesso.

A Suíça vem sendo um time inconstante demais. Após um jogo cheio de bons e maus momentos contra o Equador, foi goleado contra a França e atropelou o Equador. Shaqiri, o craque do time, apareceu mesmo no último jogo, muito graças à troca de posições com Xhaka. A defesa, tecnicamente péssima com Djourou e Senderos, ganhou vitalidade com a entrada de Schär. Na frente, Drmic e Seferovic alternam demais e não conseguem convencer. Apesar disso, tem qualidade técnica para tentar surpreender a Argentina. Só precisa ter a "sorte" de estar em um bom dia.

Bélgica x Estados Unidos - 01/07, 17h, em Salvador

Muito se esperava da famosa 'Ótima Geração Belga'. Se não há o que contestar em relação aos resultados - 100% de aproveitamento -, muito há em relação ao futebol apresentado. Os talentosos belgas mostraram uma apatia imensa na maior parte do tempo, e acabaram resolvendo os jogos nos lampejos de seus talentos. Lukaku faz uma péssima copa e já pode perder a vaga para Origi, Hazard resolveu contra a Coréia do Sul mas foram os únicos cinco minutos que jogaram e Mirallas é reserva. Apenas Mertens e Fellaini repetiram as atuações boas que fizeram ao longo da temporada. Se quiser surpreender, vai precisar de mais.

Em um grupo com as grandes Alemanha e Portugal, além de Gana - tida como a melhor africana -, os Estados Unidos eram o patinho feio. Mas Jürgen Klinsmann provou o bom treinador que é, e mesmo sem Donovan na equipe, conseguiu montar um time com bons valores e um sistema de jogo muito bem armado e executado. Dempsey e Bradley comandam a equipe que tem outros valores com qualidade, como Jones, Beckerman, Johnson e Zusi. A falta de experiência em grandes campeonatos pode ser um contratempo, mas os Estados Unidos estão aí, e querem ser potências no futebol também.

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