sexta-feira, 13 de junho de 2014

B.A. na Copa #33: Ponto final

Felipão deu a confiança que Oscar precisava; e ele respondeu em campo

De Belo Horizonte.
Por João Vitor Cirilo.

13/06/2014 - Na sexta-feira passada (6), após a vitória do Brasil sobre a Sérvia no último amistoso antes da Copa do Mundo, o técnico Felipão se irritou com uma pergunta de um jornalista sobre o meia Oscar. Questionado sobre uma possível troca na armação da equipe, sobre o momento ruim do jogador e as críticas recebidas, o comandante foi direto: "Nem precisa perguntar porque eu já respondo. Quem escala sou eu. Não adianta Pedro, João dizer. Sou eu quem decido".

Na hora, pensei: "Que grosseria do Felipão. Não precisava ser daquela maneira. Ele mal deixou o coitado do jornalista terminar a pergunta...". E ainda era uma das primeiras, senão a primeira pergunta da coletiva. Mas sabem que ontem, após o gol e a bela atuação do camisa 11 brasileiro, entendi bem a postura do treinador?

Oscar respondeu a confiança do treinador dentro de campo.
(Foto: Jefferson Bernardes/VIPCOMM)

A firmeza de Felipão deu um basta nas especulações sobre uma possível escalação de Willian no time titular. Além disso, a resposta serviu de combustível para Oscar, que respondeu a confiança do treinador jogando bola. E realmente ele não vinha bem. Confesso que eu também acreditava que Willian pudesse ganhar espaço durante este Mundial, mas Oscar tratou de colocar um ponto final no questionamento.

Na estreia contra a Croácia, Oscar começou o jogo aberto pela ponta direita, com Hulk caindo pelo lado oposto e Neymar jogando mais centralizado. Oscar veio bem, agressivo pelo lado do campo, buscando dribles e cruzamentos para a área. A primeira finalização dele foi aos 21 minutos, de canhota, obrigando bela intervenção do ótimo goleiro Pletikosa. Nosso meia estava ligado.

E foi dos pés de Oscar que saiu a assistência para o primeiro gol do Brasil, após a Croácia abrir 1 a 0 nos primeiros minutos. Aos 31, ele brigou com três marcadores, ganhou na disposição e deixou a bola limpa para Neymar arriscar de longe e empatar aos 28 minutos. Ponto para o meio-campista. Nesse momento, Oscar já começava a se movimentar de forma mais livre pelo campo. Ele saiu da ponta direita para buscar o jogo na defesa, partir pelo meio e também aparecer na esquerda algumas vezes.


Oscar começou o segundo tempo muito acionado. O Brasil voltou insistindo nas jogadas pelo lado direito e o meio-campista recebia a bola toda hora, e respondia sem errar passes e sendo agressivo, tanto ofensiva quando defensivamente, quando também lutava bastante e fazia importantes desarmes.

Aos 23, na jogada que gerou o segundo gol do Brasil, quem apareceu novamente? Oscar. Ele deu o passe para Fred girar e se jogar, e o árbitro cair na dele. Neymar cobrou e virou. No terceiro gol, Oscar teve maior importância. Sua boa atuação foi coroada com o gol que definiu a vitória por 3 a 1 depois do roubo de bola de Ramires e a finalização de bico.

O camisa 11 foi bem, talvez sendo melhor até que Neymar, escolhido o destaque da partida pela FIFA. Nossa esperança é que Oscar siga confiante, o que dá ainda mais tranquilidade para o trio de atacantes poder decidir.

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