quinta-feira, 29 de maio de 2014

B.A. na Copa #18: Os campeões

No 18º texto da série especial da Copa, falamos sobre todos os 19 campeões mundiais desde 1930

De São Paulo.
Por Ronaldo Bento.

29/05/2014 - Chegamos à matéria 18 da série "B.A. na Copa", que todos os dias traz um tema diferente relacionado aos mundiais. Hoje, falamos sobre todas as seleções que levantaram o caneco desde 1930. De lá pra cá, foram 19 campeãs mundiais.


Uruguai, 1930

Copa do Mundo disputada por apenas 13 seleções, divididas em quatro grupos (um grupo de quatro equipes e as outras três chaves de três equipes cada). Avançavam apenas os primeiros colocados de cada grupo para disputar as semifinais. Argentina e EUA se enfrentaram em uma semifinal e o Uruguai encarou a Iugoslávia na outra. Os argentinos não tiveram problemas para fazer 6 a 1 nos EUA, enquanto o Uruguai também não teve dificuldades para fazer o mesmo placar na Iugoslávia.

No jogo final, o Uruguai saiu na frente com Pablo Dorado, porém, tomou a virada no primeiro tempo com gols de Peucelle e Stabile. Na segunda etapa, a celeste olímpica, campeã das Olimpíadas de 1924 e 1928, jogou muito bem e fez três gols com Cea, Iriarte e Castro para fechar o placar em 4 a 2 e garantir o primeiro título mundial à celeste.

Time-base: Ballesteros; Gestido, Mascheroni, Nasazzi e Scarone; Andrade e Fernandez; Dorado, Cea, Castro e Iriarte (Anselmo). Técnico: Alberto Suppicci.

Itália, 1934

Primeiro mundial em solo europeu, na Itália. Em boicote aos europeus que desprezaram a primeira Copa, os uruguaios foram os primeiros campeões a não jogar a edição seguinte, que contou com 16 equipes. Não tivemos fase de grupos, apenas uma fase preliminar, eliminatória. A campanha italiana começou contra os EUA e com uma goleada por 7 a 0. Nas quartas, venceu a Espanha; já nas semifinais, o time da casa jogou contra a surpreendente Áustria e a Alemanha pegou a Tchecoslováquia. A Itália bateu a Áustria por 1 a 0 e, na segunda semifinal, os tchecoslovacos bateram a Alemanha por 3 a 1.

Na decisão, Antonin Puc abriu o placar aos 26 do segundo tempo. A Itália empatou com Raimundo Orsi aos 36 e conseguiu o gol do título com Angelo Schiavio aos cinco minutos da prorrogação, mantendo a tradição do campeão em casa.

Time da final: Giampiero Combi, Angelo Schiavio, Attilio Ferraris, Enrique Guaita, Eraldo Monzeglio, Giovanni Ferrari, Giuseppe Meazza, Luigi Alemandi, Luigi Bertolini, Luis Monti e Raimundo Orsi. Técnico: Vittorio Pozzo 



Itália, 1938

O mundial seguiu na Europa, dessa vez disputado na França. Novamente sem fase de grupos, a competição foi de mata-mata do inicio ao fim. A equipe italiana manteve o treinador Vitorio Pozzo e os meias Atillio Ferraris e Giuseppe Meazza como principais remanescentes do primeiro título. No primeiro jogo, a Azurra venceu a Noruega por 2 a 1; já nas quartas, fez 3 a 1 na anfitriã França; nas semis, tirou o Brasil, do artilheiro Leônidas (sete gols na competição), vencendo por 2 a 1. No outro lado da chave, a Hungria venceu a Suécia por 5 a 1. Na final, com três gols de Colassi e um de Piola, os italianos venceram a Hungria por 4 a 2 e se tornaram bicampeões em três edições da Copa do Mundo.

Time da final: Aldo Olivieri, Alfredo Foni, Amedeo Biavati, Gino Colaussi, Giovanni Ferrari, Giuseppe Meazza, Michele Andreolo, Pietro Rava, Pietro Serantoli, Silvio Piola, Ugo Locatelli. Técnico: Vittorio Pozzo 

Uruguai, 1950

Após um hiato de 12 anos sem copas devido à segunda guerra mundial, o futebol voltou a ter uma edição de Copa do Mundo com 13 seleções e o maior estádio do mundo na época, o Maracanã. A Copa de 1950, sediada no Brasil, foi toda em grupos, com as equipes divididas em quatro chaves, onde só o primeiro colocado avançava à próxima fase. O Brasil venceu o grupo 1, a Espanha foi a melhor no 2, a Suécia passou no 3 e o Uruguai venceu a chave 4.

Assim, foi disputado um quadrangular final e quem somasse mais pontos seria o campeão (lembrando que a vitória garantia apenas dois pontos naquela época). Na fase final, o Brasil goleou por 7 a 1 e 6 a 1 Suécia e Espanha, respectivamente. Já o Uruguai empatou em 2 a 2 com a Espanha e venceu a Suécia por 3 a 2. Com isso, o Brasil chegou ao jogo final com quatro pontos e o Uruguai tinha três. Assim, um empate bastava para a seleção da casa ficar com o título. Porém, os uruguaios, com gols de Schiaffino e Ghiggia, venceram o Brasil por 2 a 1 e assim calaram aproximadamente 200 mil presentes no Maracanã, e se sagrando bicampeões mundiais.

Time da final: Roque Maspoli, Alcides Ghiggia, Eusébio Tejera, Juan Schiaffino, Julio Perez, Matias Gonzales, Obdulio Varela, Oscar Miguez, Ruben Moran, Schubbert Gambetta e Victor Andrade. Técnico: Juan Lopez Fontana.

Alemanha, 1954

No retorno do torneio para a Europa, a Suíça recebeu a quinta edição, onde as equipes foram divididas em quatro grupos de quatro equipes cada. Os dois primeiros colocados avançavam para as quartas de final. Os alemães foram os segundos colocados do grupo 2, com quatro pontos, e avançaram ao lado da Hungria, também com quatro pontos. Nas quartas, a equipe venceu a Iugoslávia por 2 a 0; nas semifinais, goleou a Áustria por 6 a 1. Do outro lado, a Hungria, melhor ataque da competição com 27 gols, venceu o Uruguai por 4 a 2, na prorrogação. Na decisão, uma das maiores zebras das finais das Copas do Mundo, e a Alemanha venceu a partida por 3 a 2.

Time da final: Toni Turek, Werner Kohlmeyer, Horst Eckel, Jupp Posipal, Karl Mai, Werner Liebrich, Helmut Rahn, Max Morlock, Ottmar Walter, Fritz Walter e Hans Schaefer. Técnico: Josef Herberger.

Brasil, 1958

Esse mundial tem valor especial por diversos aspectos. Primeiro pelo recorde de gols de Just Fontaine, marcando 13 vezes e sendo detentor do recorde de gols numa só edição. Depois pela estreia de Pelé, o rei do futebol, em copas e também pelo primeiro título brasileiro. Com o mesmo formato da edição anterior e com 16 equipes, o Brasil terminou como líder do grupo 4 com cinco pontos e encarou o País de Gales nas quartas de final, com gol de Pelé, o primeiro dele em copas. Nas semis, o Brasil atropelou a França por 5 a 2. Na outra eliminatória, a anfitriã Suécia derrotou a atual campeã Alemanha por 3 a 1. Na finalíssima, o Brasil não tomou conhecimento dos suecos, repetindo o resultado da semifinal e conseguindo o primeiro título mundial.

Time da final: Gilmar dos Santos Neves, Bellini, Djalma Santos, Didi, Zagallo, Pelé, Garrincha, Nilton Santos, Zito, Orlando e Vavá. Técnico: Vicente Feola.

Brasil, 1962

No Mundial disputado no Chile, o Brasil veio como favorito para o bicampeonato, porém, a lesão de Pelé no segundo jogo da competição contra a Tchecoslováquia colocou em cheque a possibilidade do primeiro bicampeonato após o da Itália em 1934 e 1938. Nesse cenário, Garrincha assumiu a responsabilidade e ajudou o Brasil a ser o líder do grupo 3 com cinco pontos. Nas quartas, a seleção canarinho bateu a Inglaterra por 3 a 1. Na fase seguinte, a seleção fez 4 a 2 no Chile, enquanto a Tchecoslováquia venceu por 3 a 1 a Iugoslávia. Na final, o Brasil fez 3 a 1 na Tchecoslováquia e conquistou o segundo título mundial.

Time da final: Gilmar dos Santos Neves, Djalma Santos, Mauro, Zito, Zozimo, Nilton Santos, Garrincha, Amarildo, Didi. Vavá e Zagallo. Técnico: Aymoré Moreira.

Inglaterra, 1966

Demorou, mais a copa chegou no país dos inventores do futebol, os Ingleses receberam a oitava edição do torneio e quebrando uma sina de 32 anos sem título do país anfitrião, foi a vez da equipe da equipe inglesa se sagrar vencedora. A fórmula foi a mesma dos dois mundias anteriores e com o mesmo número de equipes, os Ingleses ficaram na ponta do grupo 1 e avançaram junto com o Uruguai na chave, nas quartas a equipe encarou a Argentina e venceu por 1 a 0, nas semis foi a vez de bater Portugal de Eusébio por 2 a 1 para avançar a sua primeira final na história, no outro emparelhamento a Alemanha fez o mesmo placar contra a União Soviética. Na final Geoff Hurst anotou três tentos para fazer 4 a 2 e os ingleses se sagrarem campeões mundiais.

Time da final: Gordon Banks, George Cohen, Ray Wilson, Nobby Stille, Jack Charlton, Bobby Moore, Alan Ball, Bobby Charlton, Geoff Hurst, Martin Peters e Roger Hunt. Técnico: Alfred Ramsey.

Brasil, 1970

Talvez a copa mais emblemática e marcada na memória dos fãs de futebol, lembrada pelos golaços que Pelé não fez, a histórica semifinal entre Alemanha e Itália, a defesa de Gordon Banks e o futebol arte do Brasil. Com esses ingredientes, o México recebeu a Copa de 1970, a primeira transmitida em cores para todo o mundo, onde se seguiu o padrão de regulamento dos mundiais anteriores.

O Brasil teve campanha perfeita na primeira fase e fechou com seis pontos, se classificando no grupo 3 ao lado da Inglaterra. Já na segunda fase, venceu sem problemas o surpreendente Peru por 4 a 2 e, quando chegou entre os quatro melhores, bateu o Uruguai por 3 a 1. No outro chaveamento, a Itália empatou com a Alemanha por 1 a 1 no tempo normal. Entretanto, na prorrogação, cinco gols foram marcados e a vitória foi da Azurra por 4 a 3. Na final, o tira-teima de quem seria o primeiro tricampeão do mundo: o Brasil levou a melhor por 4 a 1. Pelé marcou o primeiro da goleada e assim se despediu das Copas em grande estilo.

Time da final: Félix, Brito, Piazza, Carlos Alberto, Clodoaldo, Jairzinho, Gerson, Tostão, Pelé, Rivelino e Everaldo. Técnico: Zagallo

Alemanha, 1974

Outra Copa que fica na memória de muitos é esta, por ser a copa do "futebol total". Se hoje nos encantamos com times que exploram muito a posse de bola, devemos à Holanda de Rinus Michels, onde todos marcavam e atacavam, exceto Cruyff, a estrela do time. Os holandeses encantaram o mundo, porém, quem levou outra vez foi a seleção da casa.

Dessa vez, o torneio teve um formato diferente, com duas fases de grupos. Na primeira, os dois primeiros colocados de cada grupo avançavam, onde a Alemanha Ocidental passou em segundo no grupo 1 com quatro pontos, um a menos que a Oriental. Já na segunda fase, holandeses e alemães tiveram campanhas perfeitas em seus grupos, com seis pontos cada e chegaram assim à decisão, onde com Paul Breitner e Gerd Muller marcaram. Os alemães venceram a Holanda por 2 a 1 e se sagraram bicampeões mundiais.

Time da final: Sepp Maier, Vogts, Paul Breitner, Schwarzenbeck, Franz Beckenbauer, Grabowski, Overath, Gerd Muller, Uli Hoeness, Bonhof e Holzenbeien. Técnico: Helmut Schon.

Argentina, 1978

Na copa do papel picado, a marca da festa nos estádios nítida sempre, os argentinos fizeram uma linda festa e foram recompensados com o primeiro título mundial, o primeiro campeão inédito após 12 anos. As 16 equipes se enfrentaram no mesmo sistema da competição anterior e a Argentina ficou em segundo no grupo 2 com quatro pontos. Em primeiro passou a Itália, com seis. Na segunda fase, os argentinos venceram o grupo B com cinco pontos ganhos. Já a Holanda foi a vencedora do A com os mesmos cinco pontos. Na final, 1 a 1 no tempo normal, mas os gols de Mario Kempes e Daniel Bertoni garantiram o triunfo argentino em casa.

Time da final: Fillol, Ossie Ardiles, Daniel Bertoni, Américo Gallego, Galvan, Mario Kempes, Luque, Olguín, Ortíz, Passarela e Tarantini. Técnico: César Menotti.

Itália, 1982

As terras espanholas recebiam pela primeira vez um mundial e após vários anos com diferentes campeões, a escrita seguiu e era difícil determinar um favorito para o título. A competição teve formato diferente das anteriores. Agora, jogavam 24 equipes e a anteriormente vice-campeã mundial Holanda não foi pra Copa. As equipes foram divididas em seis grupos de quatro equipes cada, com os dois primeiros colocados de cada chave avançando à segunda fase, formada por novos quatro grupos com três equipes cada, onde apenas o primeiro colocado avançava.

Os italianos terminaram em segundo no grupo 1, atrás da Polônia. Já na segunda fase, a Azzurra terminou em primeiro no grupo 3, com quatro pontos, tirando o favorito Brasil e a atual campeã Argentina. Nas semis, foi a vez de encarar e vencer a Polônia por 2 a 0. Os alemães chegaram à final com vitória por 5 a 4 contra a França, nos pênaltis. Na decisão, Paolo Rossi, Marco Tardelli e Altobelli fizeram os gols italianos, com Paul Breitner descontando para a Nationalelf. Assim, a Itália vencia por 3 a 1 e voltava ao topo do futebol mundial depois de 44 anos.

Time da final: Dino Zoff, Bergomi, Cabrini, Colovatti, Gentile, Scirea, Oriale, Tardelli, Conti, Graziani e Paolo Rossi. Técnico: Enzo Bearzot

Argentina, 1986

Dezesseis anos depois, a Copa voltou ao México para mais uma festa do futebol. Com um novo formato, foi extinta a segunda fase de grupos e colocada uma fase de mata-mata com os dois melhores de cada grupo avançando e os quatro melhores terceiros colocados também indo pra próxima fase.

Os argentinos terminaram em primeiro no grupo A, com cinco pontos, e foram para as oitavas ao lado da Itália e da Bulgária. Nas fase seguinte, vitória por 1 a 0 sobre o Uruguai no clássico do Rio da Prata. Já nas quartas, o emblemático confronto com os ingleses, rivais fora de campo pelas Malvinas: novo triunfo por 2 a 1, com direito a golaço e gol de mão de Maradona. Nas semis, vitória por 2 a 0 na surpreendente Bélgica. Na outra chave, os alemães venceram mais uma vez os franceses por 4 a 2 na prorrogação. Na finalíssima, os gols de José Brown e Jorge Valdano deram a vantagem de 2 a 0 para a Argentina, porém, Rummenigge e Rudi Voeller empataram. Ainda houve tempo para Jorge Burruchaga garantir o triunfo argentino e o bicampeonato do país.

Time da final: Pumpido, Sergio Batista, José Brown, Jorge Burruchaga, Cucciufo, Maradona, Valdano, Hector Henrique, Ricardo Giusti, Julio Olarticoechea e Oscar Ruggeri. Técnico: Carlos Bilardo.

Itália, 1990

Outro mundial com sede que se repetia. A Itália abrigava a Copa do Mundo após 56 anos. O mesmo formato de 1986 se repetiu. O que também foi igual foram os dois finalistas, porém, os campeões foram diferentes. A campanha das duas vezes seguidas vice-campeã Alemanha foi de duas vitórias e um empate na primeira fase, avançando ao lado da Iugoslávia e Colômbia. Nas oitavas, vitória por 2 a 1 sobre uma pálida Holanda. Depois, nas quartas 1 a 0 sobre a Tchecoslováquia. Na semifinal, 1 a 1 no tempo normal e 4 a 3 nos pênaltis contra a velha rival Inglaterra. A Argentina tirou os anfitriões da Azzurra também nos pênaltis pelo mesmo placar. Na partida final, coube a Andreas Brehme marcar o gol da vitória por 1 a 0, de pênalti, e a Alemanha se tornou a terceira seleção tricampeã do mundo.

Time da final: Bodo Illgner, Brehme, Kohler, Augenthaler, Buchwald, Littbarski, Haessler, Voeler, Matthaeus, Berthold e Klinsmann. Técnico: Franz Beckenbauer.

Brasil, 1994

Na terra do Tio Sam, o Brasil alcançou a redenção. Após 24 anos sem títulos mundiais, a seleção canarinho mostrou sua força e venceu a Itália em novo tira-teima para saber quem seria o primeiro tetracampeão. O regulamento e o número de equipes foi o mesmo: a campanha brasileira teve duas vitórias e um empate e a equipe avançou ao lado da Suécia, já com a vitória valendo três pontos. Na segunda fase, venceu os EUA por 1 a 0, nas quartas bateu a Holanda por 3 a 2 e repetiu o placar mínimo contra a Suécia na semifinal. No outro emparelhamento, a Itália bateu por 2 a 1 a surpreendente Bulgária. Na finalíssima, após empate em 0 a 0 no tempo normal, o Brasil venceu por 3 a 2 nos pênaltis para conquistar o tetracampeonato.

Time da final: Taffarel, Jorginho, Mauro Silva, Branco, Bebeto, Dunga, Zinho, Romário, Aldair, Márcio Santos e Mazinho. Técnico: Carlos Alberto Parreira.

França, 1998

Os Blues, que decepcionaram em Copas passadas, conseguiram dessa vez fazer a alegria de seus apaixonados torcedores em casa. O mundial foi o primeiro a ter 32 seleções em oito grupos com quatro equipes cada e com os dois primeiros de cada grupo avançando. Os franceses tiveram campanha perfeita na primeira fase, com três triunfos, e avançaram ao lado dos dinamarqueses. Na segunda fase, a equipe bateu a surpresa, o Paraguai, por 1 a 0, depois venceu os Italianos por 4 a 3 nos pênaltis, e nas semifinais derrotou a incrível Croácia por 2 a 1. Enquanto isso, na outra chave, o Brasil bateu a Holanda por 4 a 2. Na final, um show de Zidane. Com dois gols do craque e com tento de Petit no final, a França fez 3 a 0 e foi a primeira campeã inédita em 20 anos.

Time da final: Barthez, Lizarazu, Djorkaeff, Deschamps, Desailly, Guivarch, Zidane, Thuram, Petit, Lebouef e Karembeu. Técnico: Aimé Jacquet.

Brasil, 2002

A primeira Copa disputada em solo asiático foi também a primeira e até hoje a única com sede compartilhada, entre Coréia do Sul e Japão. O mundial teve a mesma forma de disputa, e contou com diversas surpresas, como a ausência da Holanda. O Brasil passou pela primeira fase sem sustos, com nove pontos, e foi para as oitavas como líder do grupo C. Nesta fase, muitas seleções tradicionais já tinham caído, como: França Argentina e Uruguai. O Brasil bateu por 2 a 0 a Bélgica, depois foi a vez de vencer de virada os ingleses por 2 a 1 e a Turquia por 1 a 0, com o famoso gol de bico de Ronaldo. No outro lado, a Alemanha venceu por 1 a 0 a surpresa Coreia do Sul. Na final, dois gols de Ronaldo e muitas defesas de Marcos garantiram o título brasileiro com a vitória por 2 a 0 e o pentacampeonato da seleção canarinho.

Time da final: Marcos, Cafu, Lúcio, Roque Júnior, Edmílson, Roberto Carlos, Gilberto Silva, Klebérson, Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo e Ronaldo. Técnico: Luis Felipe Scolari.

Itália, 2006
Na Copa da reunificação alemã, os italianos foram quem se deram bem com o quarto título mundial. Com o mesmo formato das duas edições anteriores, os italianos, que assim como em 1982 viviam uma crise no seu futebol de clubes, brilharam mesmo assim na seleção, que lembrou a velha azzurra de forte marcação e força no meio de campo. A campanha foi com duas vitórias e um empate e sete pontos na liderança do grupo E, seguindo em frente com Gana. No mata-mata, vitória sofrida por 1 a 0 sobre a Austrália, depois 3 a 0 sobre a surpresa Ucrânia e nas semifinais, os anfitriões e velhos fregueses alemães, derrotados por 2 a 0 na prorrogação. O reencontro com a França oito anos depois estava marcado após a vitória por 1 a 0 dos Bleus sobre Portugal. Após 1 a 1 no tempo normal da decisão, o título foi decidido nos pênaltis e a vitória foi de 5 a 3 para a Itália, alcançando assim o tetracampeonato.

Time da final: Buffon, Grosso, Cannavaro, Gattuso, Matterazzi, Zambrota, Camoranesi, Pirlo, Perrota, Totti e Luca Toni. Técnico: Marcelo Lippi.

Espanha, 2010

No primeiro mundial em solo africano, a "Fúria" honrou o nome, garantiu o primeiro título mundial e se tornou o mais novo campeão inédito após 12 anos. Na primeira fase, a derrota para a Suíça assustou, porém, vitórias contra Honduras e Chile garantiram a ponta do grupo H. Destaques negativos da primeira fase foram as eliminações precoces da África do Sul, primeiro mandante a sair na primeira fase de uma Copa do Mundo, e mais um vexame francês após a era Zidane também caindo na primeira fase. No clássico ibérico, a Espanha venceu Portugal por 1 a 0, repetiu o placar contra o Paraguai e Alemanha para chegar a decisão, onde encarou a Holanda, que venceu o renascido Uruguai por 3 a 2 na semifinal. Na decisão, a tensão por um campeão inédito fez principalmente os Holandeses perderem muitos gols. Com 11 minutos do segundo tempo da prorrogação, Iniesta fez o gol que deu à Fúria o primeiro título mundial.

Time da final: Casillas, Sergio Ramos, Piqué, Puyol, Capdevilla, Busquets, Xabi Alonso, Xavi, Iniesta, Pedro e David Villa. Técnico: Vicente del Bosque.

Amanhã, a série especial retorna falando dos jogadores que foram para os álbuns, mas não foram para as Copas.

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