sexta-feira, 23 de maio de 2014

B.A. na Copa #12: Grupo E

Dando sequência à série especial da Copa do Mundo, o Grupo E é tema da 12ª matéria

De Belo Horizonte.
Por Márcio Júnio.

23/05/2014 - A menos de três semanas para o início da Copa do Mundo, chegamos à matéria de número 12 aqui na série "B.A. na Copa". Nesta semana, estamos analisando as chaves, e chegou a vez do Grupo E, que tem Suíça, França, Equador e Honduras.


Suíça: O momento é bom

Ao contrário do que muitos pensam, a Suíça vem muito bem preparada para a Copa do Mundo no Brasil. Em sua décima participação, desta vez os suíços podem fazer mais que em 1934, 1938 e 1954, quando caíram nas quartas de final.

No caminho para chegar ao Brasil, a Suíça não perdeu nenhum jogo pelas eliminatórias. Em um grupo formado por Islândia, Eslovênia, Chipre, Albânia e Noruega, os suíços não vacilaram, e em 10 jogos, venceram sete e empataram três, somando 24 pontos.

Com a boa campanha, a seleção figurou entre as oito melhores pelo ranking da Fifa, se tornando uma das cabeças de chave do Mundial. Outro motivo para empolgar os suíços é que grande parte dos seus principais jogadores atuam em time de alto escalão da Europa, como o meia Xherdan Shaquiri (Bayern Munique - atual campeão alemão) e o lateral Lichsteiner (Juventus - atual campeão italiano).

No banco de reservas, não falta experiência. O treinador é o ex-jogador Ottmar Hitzfeld. O comandante alemão, está à frente da Suíça há oito anos e tem um currículo vitorioso, incluindo duas Champions League (Borussia Dortmund em 1997 e Bayern de Munique em 2001).

Foto: AFP

Goleiros: Diego Benaglio (Wolfsburg), Roman Bürki (Grasshopper), Yann Sommer (Basel)

Defensores: Steve von Bergen (Young Boys de Berna), Johannes Djourou (Hamburgo), Michael Lang (Zurich Grasshopper), Stephan Lichsteiner (Juventus), Ricardo Rodriguez (Wolfsburg), Fabian Schär (Basel), Philippe Senderos (Valencia), Reto Ziegler (Sassuolo Calcio)

Meias: Tranquillo Barnetta (Eintracht Frankfurt), Valon Behrami (Napoli), Blerim Dzemaili (Napoli), Gelson Fernandes (Freiburg), Gökhan Inler (Napoli), Xherdan Shaqiri (Bayern de Munique), Valentin Stocker (Basel)

Atacantes: Josip Drmic (Bayer Leverkusen), Mario Gavranovic (FC Zurich), Admir Mehmedi (Freiburg), Haris Seferovic (Real Sociedad), Granit Xhaka (Borussia Mönchengladbach)

Time-base:
 Diego Benaglio; Lichtsteiner, Fabian Schär, Von Bergen e Ricardo Rodriguez; Inler e Behrami; Xherdan Shaqiri, Xhaka e Stocker; Seferovic.

Participações em mundiais: 9

Posição no Ranking da Fifa:  8º

Tabela de jogos:
15/06, às 13h: Suíça x Equador, no Mané Garricha, Brasília.
20/06, às 16h: Suíça x França, na Fonte Nova, Salvador.
25/06, às 16h: Honduras x Suíça, na Arena Amazônia, Manaus.

Foto: AFP

França: Agora vai?

A seleção francesa, pra variar, se classificou pela repescagem. No mesmo grupo que a Espanha, os franceses não foram mal. Perderam apenas um jogo, justamente para os espanhóis, e isto lhe custou à classificação direta. Na repescagem, pegou a Ucrânia. No primeiro jogo, um susto: perdeu por 2 a 0. Mas no segundo jogo, fez o dever e ganhou por 3 a 0, carimbando o passaporte para o Brasil.

Desde o título de 1998, quando sediou a Copa, a França vive uma verdadeira montanha-russa em mundiais. Em 2002, caiu na primeira fase, em 2006 foi vice-campeã e em 2010 novamente foi eliminada na fase de grupos.  

Com a chegada do jovem treinador Didier Deschamps, o time melhorou e conseguiu recuperar o orgulho que estava abalado após a última Copa. No elenco, renovação com qualidade. Surgiram jovens promessas como o zagueiro Raphael Varane (Real Madrid) e o volante Paul Pogba (Juventus), que já despertam interesse de outros grandes clubes.

Não podemos esquecer da principal estrela desta delegação. Com um belo futebol, Franck Ribéry ajudou a Bayern de Munique a ganhar tudo que disputou em 2013, e chegou ao prêmio de terceiro melhor jogador do mundo. 

A principal ausência na lista de convocados foi o meia Samir Nasri. O jogador do Manchester United participou de toda caminhada para o Mundial, mas, não ficou entre os 30 selecionados.

Nosso principal algoz em Copas vem forte. Vamos torcer para que esse encontro, caso ocorra, seja com um final feliz para nós brasileiros.

Convocados (23):

Goleiros: Mickaël Landreau (Bastia), Hugo Lloris (Tottenham-ING), Steve Mandanda (Olympique de Marselha)

Defensores:  Mathieu Debuchy (Newcastle-ING,)Lucas Digne(PSG), Patrice Evra (Manchester United-ING), Laurent Koscielny (Arsenal-ING), Eliaquim Mangala (Porto-POR)Bacary Sagna (Arsenal-ING), Mamadou Sakho (Liverpool-ING), Raphaël Varane( Real Madrid-ESP)

Meias: Yohan Cabaye (PSG), Clément Grenier  (Lyon), Blaise Matuidi (PSG), Rio Mavuba (Lille) Paul Pogba  (Juventus-ITÁ), Moussa Sissoko (Newcastle-ING) Mathieu Valbuena (Olympique de Marseille)

Atacantes: Karim Benzema (Real Madrid), Olivier Giroud (Arsenal-ING), Antoine Griezmann (Real Sociedad-FRA)Loïc Rémy (Newcastle-ING), Franck Ribéry (Bayern de Munique-ALE)

Time-base: Lloris; Debuchy, Sakho, Varane e Evra; Matuidi e Cabaye; Valbuena, Pogba e Frank Ribery; Benzema.

Participações em mundiais: 13s

Posição no Ranking da Fifa:  16º

Tabela de jogos: 
15/06, às 16h: França x Honduras, no Beira Rio, Porto Alegre.
20/06, às 16h: Suíça x França, na Fonte Nova, Salvador.
25/06, às 17h: Equador x França, no Maracanã, Rio de Janeiro.

Foto: Getty Images

Equador: Sem altitude

O Equador mostrou poder de superação ainda nas eliminatórias, quando o atacante Cristhian Benítez morreu por causa de um ataque cardíaco. O jogador já tinha marcado em três partidas na fase classificatória para a Copa do Mundo.

Um dos principais responsáveis pela classificação do Equador foi a altitude. Quando mandava seus jogos dentro de casa, estava a 2.800 metros do nível do mar. Isso foi fundamental. Em casa, os equatorianos não perderam e empataram apenas uma vez, em oito jogos.

Reinaldo Rueda, comandante do Equador, vai disputar sua segunda Copa do Mundo. A primeira foi em 2010, quando era o treinador de Honduras, que, coincidentemente, também está no grupo E.

A principal esperança tem nome e sobrenome: Antonio Valência. O meia do Manchester United é veloz e habilidoso, além de finalizar muito bem. Com certeza, será a principal arma da seleção equatoriana.

Convocados (24):

Goleiros: Máximo Banguera (Barcelona-EQU), Alexander Domínguez (LDU) e Adrián Bone (El Nacional-EQU).

Defensores: Jorge Guagua, Gabriel Achilier e Óscar Bagüí (Emelec), Juan Carlos Paredes (Barcelona-EQU), Frickson Erazo (Flamengo), Walter Ayoví (Pachuca) e Cristian Ramírez (Fortuna Düsseldorf).

Meias: Pedro Quinónez (Emelec), Luis Fernando Saritama (Barcelona-EQU), Carlos Gruezo (Stuttgart), Antonio Valencia (Manchester United-), Segundo Castillo (Al Hilal), Cristhian Noboa (Dínamo de Moscou) e Renato Ibarra (Vitesse).

Atacantes: Armando Wila (Universidad Católica), Jefferson Montero (Morelia), Jaime Ayoví (Tijuana), Fidel Martínez (Tijuana), Enner Valencia (Pachuca), Joao Rojas (Cruz Azul) e Felipe Caicedo (Al Jazira)

Time-base: Dominguez; Paredes, Guagua, Erazo e Ayovi; Castillo, Noboa, Jefferson Montero e Antonio Valencia; Enner Valencia e Caicedo.

Participação em mundiais: 2

Posição no Ranking da Fifa:  28º

Tabela de jogos: 
15/06, às 13h: Suíça x Equador, no Mané Garricha, Brasília
20/06, às 19h: Honduras x Equador, na Arena da Baixada, Curitiba
25/06, às 17h: Equador x França, no Maracanã, Rio de Janeiro

Foto: Getty Images

Honduras: Superação

Desta vez no Brasil, Honduras pode fazer diferente. Por ser um país com um clima parecido, jogar aqui pode ser uma vantagem. Acostumados com as altas temperaturas da América Central, os hondurenhos não querem repetir o feito de 2010, quando saíram na fase de grupos, sem fazer nenhum gol.

Com apenas três derrotas em 16 jogos nas eliminatórias, a campanha chega até empolgar o torcedor mais esperançoso. E teve até goleada, contra o Canadá, por 8 a 1.

Mas nem tudo são flores. Confusões extracampo também marcaram a campanha. O atacante Jerry Bengtson abandonou a seleção, após ter ficado no banco em um jogo contra a Jamaica. Mas logo ele foi reintegrado. O jogador pediu desculpas ao treinador e aos companheiros, que aceitaram e confiaram no seu potencial. Bengtson terminou as eliminatórias como nove gols.

Carlos Costly é um dos jogadores mais experientes e mais conhecidos de sua seleção. Atualmente joga na China, mas tem passagem pelo futebol mexicano, grego e inglês. Seu desempenho na seleção é aceitável: 30 gols em 68 jogos. Apesar de estar um pouco abaixo da média, se o assunto é gol, os torcedores confiam no seu centroavante.

Convocados (23): 

Goleiros: Noel Valladares (Olimpia), Donis Escober (Olimpia), Luis López (Real España)

Defesa: Maynor Figueroa (Hull City), Víctor Bernárdez (San José Earthquakes),Osman Chávez (Quingdao Jonoon), Juan Pablo Montes (Motagua), Arnold Peralta (Rangers) , Bryan Beckeles (Olimpia),Emilio Izaguirre (Celtic), Juan Carlos García (Wigan)

Meio-campos: Wilson Palacios (Stoke City), Roger Espinoza (Wigan), Luis Garrido (Olimpia), Jorge Claros (Sem clube), Andy Najar (Anderlecht), Boniek García (Houston Dynamo), Mario Martínez (Real España), Marvin Chávez (Colorado Rapids)

Atacantes: Carlo Costly (Guizhou Xhicheng), Jerry Bengtson (New England Revolution), Rony Martínez (Real Sociedad de Honduras), Jerry Palacios (Alajuelense)
Time-base: Valladares; Beckeles, Figueroa, Bernardez e Izaguirre; Boniek Garcia Wilson Palacios, Luis Garrido e Andy Najar; Bengston e Costly

Participação em mundiais: 2

Posição no Ranking da Fifa: 30º

Tabela de jogos: 
15/06, às 16h: França x Honduras, no Beira Rio, Porto Alegre
20/06, às 19h: Honduras x Equador, na Arena da Baixada, Curitiba
25/06, às 16h: Honduras x Suiça, na Arena Amazônia, Manaus

Amanhã, a série especial sobre a Copa do Mundo volta para falar sobre o Grupo F, que tem Argentina, Bósnia e Herzegovina, Irã e Nigéria.

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