quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Papelão

Brasil se despede da Copa América de basquete sem uma vitória sequer e depende de convite para disputar Mundial

De Belo Horizonte.
Por João Vitor Cirilo.

04/09/2013 - Considerada uma das favoritas à classificação na Copa América, sobretudo devido ao grupo onde se encontrava, a seleção brasileira masculina de basquete teve quatro atuações lamentáveis nestes últimos dias. Num grupo contra Porto Rico (talvez a única seleção de real bom nível), Canadá, Uruguai e Jamaica, o time comandado por Rubén Magnano saiu da Venezuela sem nenhuma vitória, um recorde negativo histórico.

O Brasil começou sua caminhada perdendo para Porto Rico na sexta-feira (30), por 72 a 65. No domingo (1), lavada histórica para o Canadá: 91 a 62. Na segunda (2), o vencedor foi o Uruguai, por 79 a 73; ontem, derrota para a Jamaica nos últimos segundos: 78 a 76.

Foto: Samuel Vélez/Divulgação FIBA Américas

Muito se fala sobre a ausência dos atletas da NBA para justificar o vexame neste Pré-Mundial. Sinceramente, não pode ser essa a única justificativa. A Jamaica não tinha nenhum jogador de NBA, muito menos o Uruguai. O Canadá ainda tinha alguns, mas também não é um grande time. Jogar toda a culpa na ausência dos lesionados é querer esconder um problema inexplicável para quem está de fora.

O time de Magnano surpreendeu a todos negativamente, desde alguns amistosos preparatórios que foram realizados antes, sem apresentar a força que era capaz de mostrar antes, mesmo sem as grandes estrelas, como no Pré-Olímpico de Mar del Plata, quando o Brasil perdeu para a Argentina na final, mas fez grande jogo, assim como durante toda a competição. A verdade é que faltou qualidade, mas que talvez não seria resolvida apenas com a presença dos atletas da NBA.

Ainda há a chance do Brasil ser convidado pela FIBA para disputar o Mundial. Se quiser, deverá ter que pagar para ter a possibilidade de ser convidado. Em 2010, 500 mil euros era o valor a ser depositado para se ter a chance de receber um convite. Mas, da mesma maneira, não é assim que quereríamos ver nosso país. Ser convidado para fazer outro papelão, agora contra reais seleções fortes de todo o mundo?

Resta aguardar. Que as coisas mudem e que uma reflexão seja feita, principalmente por nosso comandante, que tem experiência e capacidade suficiente para avaliar o que aconteceu neste torneio, e não unicamente se culpar ou jogá-la sobre as estrelas. Que consigamos formar mais atletas (outra perspectiva que não é nada boa, devido ao desempenho recente de nossas seleções de base), para que cada vez menos precisemos depender dos atletas "de fora".

Clique para conferir mais detalhes da Copa América de basquete.

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